Comércio de gás entre Brasil e Bolívia interesses e atores da nacionalização de 2006

A crise entre Brasil e Bolívia desencadeada pela nacionalização do gás é representativa do pa­pel da política doméstica nos temas das relações internacionais. Neste estudo, adotamos uma análise de escolha racional a partir do modelo da Economia Política Aberta, que parte do ambiente econômico para i...

Full description

Bibliographic Details
Author: Silva, Paulo Roberto
Format: master thesis
Status:Published version
Publication Date:2012
Country:Brasil
Institution:Universidade de São Paulo (USP)
Repository:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP
Language:Portuguese
OAI Identifier:oai:teses.usp.br:tde-17032012-224928
Online Access:http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/84/84131/tde-17032012-224928/
Access Level:Open access
Keyword:Bolivia
Bolívia
Brasil
Brazil
Comércio internacional
Domestic policy
Economic integration
Gás natural
Integração econômica
International trade
Natural gas
Política doméstica
Description
Summary:A crise entre Brasil e Bolívia desencadeada pela nacionalização do gás é representativa do pa­pel da política doméstica nos temas das relações internacionais. Neste estudo, adotamos uma análise de escolha racional a partir do modelo da Economia Política Aberta, que parte do ambiente econômico para identificar interesses econômicos e sociais, como eles se materializam nas preferências políticas de atores sociais e econômicos, que influenciam a política doméstica e a atuação internacional do estado nacional. No caso em estudo, analisamos a interação e a barganha entre Brasil e Bolívia a partir da influência de atores como o movimento indígena-camponês boliviano, que acumulou forças ao longo dos anos e pôde impor sua agenda de nacionalização dos recursos naturais, a indústria de petróleo e gás, liderada pela Petrobras, e o empresariado industrial brasileiro, consumidor de 50% da oferta de gás natural brasileira. Estes atores influenciaram seus governos, que atuaram racionalmente para defender os interesses de seus países, considerados neste estudo como os interesses dos atores sociais e econômicos com maior força política.