Otimização de portfólio em duas etapas: os efeitos da pré-otimização setorial sobre portfólios de variância mínima e de paridade de risco

Portfólios otimizados com elevada quantidade de ativos dependem de matrizes de covariância de grandes dimensões. Tais casos exigem cuidado extra quanto à consistência do estimador da matriz quando o número de covariâncias estimadas supera o de observações da amostra. Visando melhorar a qualidade de...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Nielsen, Filipe Ferreira
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2023
País:Brasil
Institución:Fundação Getulio Vargas (FGV)
Repositorio:Repositório Institucional do FGV (FGV Repositório Digital)
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:repositorio.fgv.br:10438/33128
Acceso en línea:https://hdl.handle.net/10438/33128
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Portfolio optimization
Asset allocation
Two-stage optimization
Minimum variance portfolio
Risk parity
Covariance matrix
Sectorial optimization
Otimização de portfólio
Alocação de carteira
Otimização em duas etapas
Portfólio de variância mínima
Paridade de risco
Matriz de covariância
Otimização em setores
Economia
Investimentos - Análise
Investimentos - Administração
Administração de risco
Alocação de ativos
Análise de covariância
Descripción
Sumario:Portfólios otimizados com elevada quantidade de ativos dependem de matrizes de covariância de grandes dimensões. Tais casos exigem cuidado extra quanto à consistência do estimador da matriz quando o número de covariâncias estimadas supera o de observações da amostra. Visando melhorar a qualidade de portfólios com grandes dimensões, apresentamos um método de otimização em duas etapas, baseado na capacidade da setorização de ativos em melhorar o estimador amostral da matriz. O método consiste em agrupar os ativos em seus respectivos setores e otimizar cada um dos setores separadamente. Em seguida, otimiza-se os retornos dos portfólios resultantes entre si para determinar o portfólio final. No presente estudo mostramos que, para portfólios de variância mínima e de paridade de risco otimizados entre janeiro de 2015 e janeiro de 2022 com ações do mercado americano, o método traz ganhos de concentração e de rotatividade dos portfólios sem alterar seus retornos ajustados ao risco – ou mesmo melhorando-os em períodos de crise. Atingimos resultados melhores em portfólios com maior influência das covariâncias, como os de variância mínima. Dessa forma, desenvolvemos uma solução para melhorar a otimização de portfólios com grandes dimensões, sendo uma alternativa aos métodos de encolhimento da matriz de covariância e de agrupamento da matriz em blocos.