O trabalho do (a) Assistente social nos Centros de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas/ CAPS AD : um estudo de revisão sistemática
Historicamente, o uso abusivo e/ou dependência de álcool e drogas vinha sendo abordado por uma visão biomédica e através das políticas de segurança pública, segundo as quais implicações sociais, psicológicas, econômicas etc. não eram relevantes para o cuidado em saúde das pessoas. Com o advento das...
| Autor: | |
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| Tipo de recurso: | tesis de maestría |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2021 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS) |
| Repositorio: | Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da PUC_RS |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:tede2.pucrs.br:tede/10290 |
| Acceso en línea: | https://tede2.pucrs.br/tede2/handle/tede/10290 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Drogas Trabalho Profissional Serviço Social CAPS AD Drugs Professional Work Social Work CIENCIAS SOCIAIS APLICADAS::SERVICO SOCIAL |
| Sumario: | Historicamente, o uso abusivo e/ou dependência de álcool e drogas vinha sendo abordado por uma visão biomédica e através das políticas de segurança pública, segundo as quais implicações sociais, psicológicas, econômicas etc. não eram relevantes para o cuidado em saúde das pessoas. Com o advento das disputas entre a luta antimanicomial da Reforma Psiquiátrica e lógicas conservadoras, o modelo hospitalocêntrico e dos antigos manicômios foi sendo modificado. Esse padrão de cuidado em saúde mental, a partir das manifestações de resistência de 1970, transformou-se no Movimento da Reforma Psiquiátrica, processo político que, através de variados campos de luta, passa a denunciar a violência dos manicômios, a mercantilização da loucura, a hegemonia de uma rede privada de assistência, e a construir coletivamente uma crítica ao chamado saber psiquiátrico e ao modelo hospitalocêntrico na assistência às pessoas com transtornos mentais, tendo como resposta os serviços substitutivos, como os Centros de Atenção Psicossocial, que se orientam pelo cuidado em liberdade. Com a Portaria nº 3.088, de dezembro de 2011, o CAPS AD – Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas passa a ser um dos pontos de atenção à saúde no cuidado de pessoas que fazem uso abusivo de álcool e drogas. Nesses centros, assistentes sociais têm como direção o entendimento do movimento do real, das contradições e possibilidades da sociedade contemporânea, na busca pela autonomia e garantia de direitos dos sujeitos. Esta dissertação objetivou analisar o trabalho de assistentes sociais nos CAPS AD por meio de um estudo de revisão sistemática. A coleta de dados ocorreu com pesquisa no Catálogo de Teses e Dissertações da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior. Entre os critérios de inclusão estão teses e dissertações brasileiras dos programas de pós-graduação do serviço social, no período de 2003 a 2019, que tratam do trabalho de assistentes sociais nos CAPS AD. O corpus de análise foi constituído por sete produções acadêmicas: seis dissertações de mestrado e uma tese de doutorado. A análise dos dados foi realizada a partir de metassíntese qualitativa, optando-se por analisar os dados empíricos das entrevistas com assistentes sociais presentes nas dissertações e na tese. O problema de pesquisa foi: “Como está sendo desenvolvido o trabalho de assistentes sociais nos Centros de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas a partir das produções acadêmicas no âmbito dos programas de pós-graduação em serviço social?”. Os objetivos deste estudo foram: apontar desafios e potencialidades no trabalho de assistentes sociais desenvolvido no CAPS AD a partir das entrevistas das produções acadêmicas analisadas; identificar elementos da análise de conjuntura que se destacam nas entrevistas das produções acadêmicas estudadas, referentes ao trabalho de assistentes sociais; e verificar nas entrevistas das produções acadêmicas se o trabalho de assistentes sociais no CAPS AD apresenta articulação com o projeto ético-político da profissão. Os resultados evidenciaram a invisibilidade das categorias gênero, raça e geração. Outra questão importante que foi observada nos trabalhos que compuseram o corpus foi a violência estrutural, identificada nas múltiplas expressões da questão social descritas nas entrevistas. Concluiu-se que assistentes sociais desenvolvem o trabalho nos CAPS AD com uma perspectiva alinhada ao projeto ético-político da profissão na maior parte dos relatos. Porém, no discurso ainda aparecem alguns aspectos relacionados ao proibicionismo, à homogeneização dos saberes psi, e à necessidade de aprofundamento das relações de gênero e identidade de gênero pelos profissionais para a construção de práticas mais equitativas e inclusivas no âmbito do trabalho profissional de assistentes sociais nos CAPS AD. |
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