Uma Análise das Políticas de Enfrentamento ao HIV/Aids na Perspectiva da Interseccionalidade de Raça e Gênero

Este artigo tem por objetivo analisar as políticas de enfrentamento ao HIV/Aids com foco nas campanhas em torno da temática, na perspectiva da interseccionalidade de raça e gênero. Tal perspectiva nos auxilia a pensar como se entrecruzam e potencializam eixos de opressão, mas também permite visualiz...

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Detalhes bibliográficos
Autor: López, Laura Cecilia
Tipo de documento: artigo
Estado:Versão publicada
Data de publicação:2011
País:Brasil
Recursos:Universidade de São Paulo (USP)
Repositório:Saúde e Sociedade (Online)
Idioma:português
OAI Identifier:oai:revistas.usp.br:article/29744
Acesso em linha:https://revistas.usp.br/sausoc/article/view/29744
Access Level:Acceso aberto
Palavra-chave:Interseccionalidade
Gênero
Raça
Biopoder
HIV/Aids
Políticas públicas
Intersectionality
Gender
Race
Biopower
HIV/AIDS
Public Policies
Descrição
Resumo:Este artigo tem por objetivo analisar as políticas de enfrentamento ao HIV/Aids com foco nas campanhas em torno da temática, na perspectiva da interseccionalidade de raça e gênero. Tal perspectiva nos auxilia a pensar como se entrecruzam e potencializam eixos de opressão, mas também permite visualizar uma ação política que gera processos de desconstrução dessas desigualdades, abrindo a possibilidade de transformação das instituições na promoção de igualdade racial e de gênero. Os dados etnográficos analisados foram coletados mediante pesquisa qualitativa, que focou as ações do movimento negro e a demanda ao poder público pelo enfrentamento ao HIV/Aids entre a população negra na região Sul do Brasil. No primeiro tópico do texto, examinou-se a relação entre raça, gênero e saúde por meio do conceito de biopoder. Na segunda parte, realizou-se uma análise das representações de corpo e sujeitos mobilizadas em duas campanhas de enfrentamento ao HIV/ Aids em âmbito nacional que tiveram como protagonista uma mulher negra, assim como as disputas em torno dessas campanhas. Como resultado da análise, percebeu-se a centralidade do corpo como expressão na luta política do movimento de mulheres negras, enfatizando e questionando a vulnerabilidade social produzida pelo trabalho da biopolítica sobre os corpos, particularmente quando se leva em consideração a intersecção de raça e gênero.