Questões metodológicas sobre a acomodação fonológica na música popular

Além de uma forma de transmitir significados de um falante para um ouvinte, a língua é também um meio pelo qual a idade, o gênero, a classe social, e a origem geográfica – enfim, a identidade – dos falantes se manifestam. Os falantes têm consciência disso e, ocasionalmente, manipulam seus marcadores...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autores: Machado, André Luiz, Massini-Cagliari, Gladis
Tipo de recurso: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2021
País:Brasil
Institución:Universidade Federal do Espírito Santo (UFES)
Repositorio:Revista (Con)Textos Linguísticos (Online)
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:periodicos.ufes.br:article/35140
Acceso en línea:https://periodicos.ufes.br/contextoslinguisticos/article/view/35140
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Phonostylistics
Accent
Popular music
Pronunciation
Fonoestilística
Sotaque
Música popular
Pronúncia
Descripción
Sumario:Além de uma forma de transmitir significados de um falante para um ouvinte, a língua é também um meio pelo qual a idade, o gênero, a classe social, e a origem geográfica – enfim, a identidade – dos falantes se manifestam. Os falantes têm consciência disso e, ocasionalmente, manipulam seus marcadores linguísticos com fins estilísticos e retóricos. No campo da música popular, já se fala, há algumas décadas, sobre a mudança na pronúncia dos intérpretes, em uma tensão entre manifestação de identidade e acomodação a expectativas estilísticas e sociais, sendo o trabalho de Peter Trudgill (1983) um dos exemplos mais célebres. Neste artigo, argumentamos que qualquer estudo com intenção de explorar esse fenômeno deve tomar especial cuidado em relação às descrições dos dialetos linguísticos em questão, sob o risco de distorcer profundamente os resultados. Mostramos também como a análise da fala do intérprete, ao lado da análise da pronúncia na música, pode nos ajudar a chegar a interpretações menos óbvias dos dados colhidos. Para tanto, analisamos um corpus composto de canções de artistas que têm pouco em comum – a cantora brasileira Rita Lee e o grupo vocal britânico Spice Girls –­ bem como amostras de fala espontânea das intérpretes.