Comunidades insulares de serpentes da baía de Sepetiba, Rio de Janeiro.

Este trabalho apresenta uma síntese do conhecimento atual sobre a diversidade de serpentes de algumas ilhas da baía de Sepetiba, no Rio de Janeiro. A ilha da Marambaia e a ilha de Itacuruçá foram inventariadas com auxílio de diferentes métodos durante dois anos e nove meses e um ano e nove meses, re...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Lamonica, Rita de Cássia
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2007
País:Brasil
Institución:Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ)
Repositorio:Repositório Institucional da UFRRJ
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:rima.ufrrj.br:20.500.14407/10880
Acceso en línea:https://rima.ufrrj.br/jspui/handle/20.500.14407/10880
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:biogeografia
riqueza de espécies
insularização
Floresta Atlântica
Micrurus corallinus
dimorfismo sexual
biogeography
species richness
insularization
Atlantic forest
sexual dimorphism
Zoologia
Descripción
Sumario:Este trabalho apresenta uma síntese do conhecimento atual sobre a diversidade de serpentes de algumas ilhas da baía de Sepetiba, no Rio de Janeiro. A ilha da Marambaia e a ilha de Itacuruçá foram inventariadas com auxílio de diferentes métodos durante dois anos e nove meses e um ano e nove meses, respectivamente; já as informações sobre as serpentes da ilha Grande e de áreas continentais foram obtidas em coleções zoológicas e da literatura. Conceitos relacionados ao modelo de fragmentação de habitat são discutidos com base nos inventários. Para a Marambaia, foram registradas 20 espécies de serpentes, distribuídas em cinco famílias: Colubridae (15 spp.), Viperidae (2), Anomalepididae (1), Boidae (1), Elapidae (1). Para a ilha de Itacuruçá foram registradas 11 espécies, distribuídas em qua tro famílias: Colubridae (8 spp.), Boidae (1), Elapidae (1) e Viperidae (1). A fauna insular de serpentes é uma subamostra daquela com ocorrência no continente. Entretanto, devido à possibilidade dos inventários estarem incompletos, não é possível ainda afirmar se a ausência de espécies em localidades insulares resulta de eventos locais de extinção relacionados a processo de insularização, ou à falta de coletas. Diferente de nossas expectativas, os dados apresentados para as comunidades insulares de serpentes são mais completos que os disponíveis para as áreas continentais, evidenciando a necessidade de esforço amostral adicional nessas regiões. A partir dos dados levantados, avaliamos ainda possíveis efeitos do isolamento geográfico sobre as populações insulares de Micrurus corallinus, a espécie mais abundante nos levantamentos. Foram observadas alterações no número de anéis pretos desta serpente na amostra da ilha da Marambaia, indicando que esta população, isolada geograficamente das populações continentais há alguns milhares de anos, já apresenta algum nível de variação decorrente deste isolamento.