1968: FRANÇA, MAIO E NÓS – CINQUENTA ANOS DEPOIS

O artigo visa reconstituir as grandes linhas do maio de 68 francês e suas repercussões no Brasil, depois de passados exatos cinquenta anos. Quatro são os tópicos recobertos: [i] buscar o embasamento do grande sismo no interior do próprio movimento, numa análise contextual voltada tanto para os entes...

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Detalhes bibliográficos
Autor: Domingues, Ivan
Tipo de documento: artigo
Estado:Versão publicada
Data de publicação:2021
País:Brasil
Recursos:Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)
Repositório:Kriterion (Online)
Idioma:português
OAI Identifier:oai:periodicos.ufmg.br:article/29111
Acesso em linha:https://periodicos.ufmg.br/index.php/kriterion/article/view/29111
Access Level:Acceso aberto
Palavra-chave:maio de 68 na França
contexto do grande sismo
implicações filosóficas
comparação com o 68 norte-americano
legados do maio francês
maio de 68 cinquenta anos depois
Descrição
Resumo:O artigo visa reconstituir as grandes linhas do maio de 68 francês e suas repercussões no Brasil, depois de passados exatos cinquenta anos. Quatro são os tópicos recobertos: [i] buscar o embasamento do grande sismo no interior do próprio movimento, numa análise contextual voltada tanto para os entes coletivos diretamente ligados ao grande acontecimento (coletivo 22 de março, etc.), quanto para suas lideranças e sua liderança inconteste: Cohn-Bendit; [ii] recensear as principais interpretações fornecidas pela intelectualidade francesa, ao perguntar pelo sentido ou o significado do mês famoso, a exemplo de Morin, Castoriadis, Lefort, Aron e outros; [iii] indagar pelas implicações filosóficas do ano de 1968, na linha de John Searle em The Campus War, tendo por foco Berkeley, o 68 norte-americano e a Califórnia, bem como, no tocante à Paris e à intelligentsia francesa, na linha p.ex. de Alain Renault e Luc-Ferry em O pensamento de 68, e no mesmo passo inquirir o que a filosofia poderia dizer sobre 1968 e o maio famoso; [iv] e perguntar como 68 me interpela ontem, nos anos 70, quando estudante na velha FAFICH, na Rua Carangola, e hoje, 50 anos depois, frente à pergunta qual é o 68 que venceu: o de Berkeley e da Califórnia; o da França e de Paris.