A FICCIONALIZAÇÃO DO REAL EM AS INTERMITÊNCIAS DA MORTE, DE JOSÉ SARAMAGO
Este trabalho tem por objetivo tecer considerações sobre o processo de ficcionalização do real na obra de Saramago As intermitências da morte, abordando questões pertinentes à mimese. A literatura trabalha com códigos próprios ao se apropriar da realidade, e o modelo de ficcionalização escolhido por...
| Autores: | , |
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| Formato: | artículo |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2016 |
| País: | Brasil |
| Recursos: | Uniabeu Centro Universitário (UNIABEU) |
| Repositorio: | E-scrita |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:ojs2.abeu.local:article/2325 |
| Acesso em linha: | https://revista.uniabeu.edu.br/index.php/RE/article/view/2325 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palavra-chave: | Letras/Teoria da Literatura Mimese. Morte. José Saramago Mimese |
| Resumo: | Este trabalho tem por objetivo tecer considerações sobre o processo de ficcionalização do real na obra de Saramago As intermitências da morte, abordando questões pertinentes à mimese. A literatura trabalha com códigos próprios ao se apropriar da realidade, e o modelo de ficcionalização escolhido por Saramago alarga o conceito de mimese instituído por Aristóteles. A ficção contemporânea, o fazer literário, instiga o artista a buscar novas formas de redefinir o verossímil sem perder os elos de referências com o real, mantendo uma linha de coerência e adequação com o plausível. Nesta obra Saramago trabalha a temática dualista vida e morte, ressignificando o senso comum predominante atribuído à morte pelo imaginário coletivo e revendo percepções, convenções e conceitos a respeito do binômio vida e morte. A encenação da morte na obra de Saramago é apropriada pelo imaginário como jogo de recriação inventiva que se liberta dos cânones usuais que veiculam a morte a dor, sofrimento, momento indesejável e instaura novos sentidos e reflexões sobre o tema com o objetivo de levar o leitor a interrogações profundas sobre as angústias do homem contemporâneo. Usaremos os conceitos postulados por Aristóteles e Luiz Costa Lima sobre mimese, enriquecendo a análise com os pressupostos teóricos de Wolfgang Iser sobre imaginação na ficção para dar suporte a esta investigação. |
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