Teste de açúcar oral em jumentos das raças Pêga e Nordestina

Asininos podem ser acometidos por alterações endócrinas e metabólicas, entre elas a síndrome metabólica asinina (SMA). Neste sentido, o objetivo deste estudo foi avaliar a resposta glicêmica e insulinêmica de asininos ao teste de açúcar oral (TAO) e a relação da glicemia e insulinemia basal com o es...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Becegatto, Daniela Bortoli
Tipo de recurso: tesis doctoral
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2022
País:Brasil
Institución:Universidade Estadual Paulista (UNESP)
Repositorio:Repositório Institucional da UNESP
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:repositorio.unesp.br:11449/235223
Acceso en línea:http://hdl.handle.net/11449/235223
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Asininos
Desregulação da insulina
Síndrome metabólica asinina
Testes dinâmicos
Índice glicêmico
Insulina
Controle glicêmico
Descripción
Sumario:Asininos podem ser acometidos por alterações endócrinas e metabólicas, entre elas a síndrome metabólica asinina (SMA). Neste sentido, o objetivo deste estudo foi avaliar a resposta glicêmica e insulinêmica de asininos ao teste de açúcar oral (TAO) e a relação da glicemia e insulinemia basal com o escore de condição corporal (ECC) em jumentos das raças Nordestina e Pêga. Foram utilizados 20 animais, 10 fêmeas da raça Nordestina (G1) e 10 da raça Pêga (G2). Previamente à execução do teste, foram realizados exame físico, mensuração do peso, avaliação quanto ao ECC e escore de crista de pescoço (ECP). Para a realização do TAO, foi utilizado xarope de milho na dose de 0,15 ml/kg via oral e amostras de sangue venoso foram colhidas antes, e após 5, 15, 30, 45, 60, 75, 90, 120, 150, 180, 210 e 240 min para a determinação da glicemia e 5, 15, 45, 60, 75, 90, 120, 150 min para a insulinemia. Os resultados demonstraram diferença entre as raças na resposta glicêmica, apresentando diferença estatística com o momento basal, os momentos de pico foram variáveis, sendo que a maior frequência foi aos 45, 60, 75 min. Com relação à insulina não houve diferença estatística entre as raças após a administração do xarope, para os valores de insulina a média basal foi de 5,02 ± 2.09 µUI/ml para a raça Nordestina e 5,4 ± 2,95 µUI/ml para a raça Pêga. Nas avaliações morfométricas, foi encontrada diferença na média de peso, no ECC e ECP, o ECC da raça Nordestina teve média de 4,3 ± 1,05, para a raça Pêga a média foi de 5,6 ± 1,64. Os resultados demonstraram correlação positiva entre glicose e insulina, o que suporta o uso do TAO na avaliação da relação entre glicose e insulina, e correlação positiva entre ECC e insulina, demonstrando a importância do monitoramento de animais com alto ECC, foi possível observar que fatores relacionados à espécie, raça, escore corporal e fatores ambientais devem ser levados em consideração ao se avaliar a resposta a testes dinâmicos.