A ADOLESCÊNCIA SOB A ÓTICA PSICANALÍTICA: sobre o luto adolescente e de seus pais

O seguinte trabalho tem por objetivo discorrer sob o enfoque psicanalítico alguns aspectos psíquicos que envolvem a complexa fase da vida intitulada adolescência, enfatizando os processos de luto pelos quais pais e filhos têm de passar. Para isso, foi realizada uma pesquisa exploratória de levantame...

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Detalles Bibliográficos
Autores: Matos, Laydiane Pereira, Lemgruber, Karla Priscilla
Tipo de recurso: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2017
País:Brasil
Institución:Faculdade Patos de Minas (FPM)
Repositorio:Psicologia e Saúde em Debate
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:ojs2.psicodebate.dpgpsifpm.com.br:article/40
Acceso en línea:https://psicodebate.dpgpsifpm.com.br/index.php/periodico/article/view/40
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Adolescer
Figuras paternas
Psicanálise
Descripción
Sumario:O seguinte trabalho tem por objetivo discorrer sob o enfoque psicanalítico alguns aspectos psíquicos que envolvem a complexa fase da vida intitulada adolescência, enfatizando os processos de luto pelos quais pais e filhos têm de passar. Para isso, foi realizada uma pesquisa exploratória de levantamento bibliográfico através de bases de dados como Scielo e Pepsic, além de consulta em obras clássicas de Psicanálise citando teóricos como Freud, Anna Freud, Erik Erikson, Aberastury e Knobel, dentre outros. O estudo mostrou que o pensar adolescente é repleto de características peculiares e distintas que justificam suas atitudes muitas vezes tidas como problemáticas. A maior parte dessas características está ligada ao processo de desprendimento necessário que o jovem tem de realizar em relação as figuras paternas. São os pais quem são os responsáveis por fornecerem continente, base e sustentação para que seus filhos adolescentes atravessem esse conturbado período de mudanças. Atitudes que constroem tal base devem iniciar-se logo nos primeiros anos de criação desses filhos, através da boa comunicação, diálogo, e uma certa dose de liberdade; e requer que esse cuidado se prolongue por toda a vida, exigindo que os pais permitam-se conhecer-se, repensar suas vivencias passadas enquanto adolescentes, e assumir verdades que nem sempre lhes agradam, para que venham – assim – situarem-se no momento presente e ressignificarem seus lugares enquanto pais e sujeitos.