Caracterização químico-faciológica dos derrames komatiíticos do Grupo Quebra Osso, greenstone belt Rio das Velhas, no setor leste do Quadrilátero Ferrífero/MG

O Grupo Quebra Osso, unidade basal do greenstone belt arqueano Rio das Velhas, é considerado um dos principais segmentos do magmatismo ultrabásico no Quadrilátero Ferrífero(Minas Gerais),localizado na porção sul do cráton São Francisco. Esse grupo compreende metakomatiítos e, subordinadamente, metat...

Full description

Bibliographic Details
Author: FERREIRA, Raianny Carolini Ramos
Format: master thesis
Status:Published version
Publication Date:2020
Country:Brasil
Institution:Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM)
Repository:Repositório Institucional de Geociências - RIGEO
Language:Portuguese
OAI Identifier:oai:rigeo.sgb.gov.br:doc/21666
Online Access:https://rigeo.sgb.gov.br/handle/doc/21666
Access Level:Open access
Keyword:GEOLOGIA ESTRUTURAL
GEOQUÍMICA
GREENSTONE BELT
BRASIL
MINAS GERAIS
RIO DAS VELHAS
QUADRILÁTERO FERRÍFERO
STRUCTURAL GEOLOGY
GEOCHEMISTRY
Description
Summary:O Grupo Quebra Osso, unidade basal do greenstone belt arqueano Rio das Velhas, é considerado um dos principais segmentos do magmatismo ultrabásico no Quadrilátero Ferrífero(Minas Gerais),localizado na porção sul do cráton São Francisco. Esse grupo compreende metakomatiítos e, subordinadamente, metatufos ultramáficos e rochas metassedimentares (formações ferríferas bandadas, metachert,filitos carbonosose fuchsita-quartzo xistos). A partir de um novo detalhamento estratigráfico e estudos petrográficos, os derrames komatiíticos foram subdivididos em fácies vulcânicas coerentes (maciças, acamadadas e almofadadas) e fácies autoclásticas (autobrechas e hialoclastitos), formadas por derrames efusivos; e fácies piroclásticas(metatufos e metalápili-tufos), associadas a derrames explosivos. As texturas ígneas encontram-se preservadas, apesar da completa obliteração dos minerais primários (olivina e piroxênio), os quais foram pseudomorfizados por serpentina e/ou clorita. A grande maioria dos derrames do Grupo Quebra Osso é maciça, com texturas cumuláticas, o que sugere um fluxo canalizado. Os derrames acamadados são subordinados e são constituídos por uma camada superior de spinifexrandômica e uma camada cumulática basal. Eles são restritos às porções marginais dos derrames e são interpretados como lobos de lavas que extravasaram do canal principal. A ocorrência de pillow lavas, hialoclastitos e metassedimentos químicos sugere que a erupção das lavas komatiíticas ocorreu em ambiente subaquático. A presença de autobrechas é indicativa de uma percolação turbulenta e/ou ocorrência de novas injeções de líquidos ultrabásicos, capazes de fragmentar a lava já solidificada e gerar rochas híbridas. A associação mineral é predominantemente secundária, composta por serpentina, clorita, tremolita e talco, típica de metamorfismo em condições de fácies xisto verde a anfibolito baixo. Os komatiítos desse grupo são, majoritariamente, classificados como “Al-enriched” e “Al-undepleted”(Al2O3/TiO2= 22-48),mas komatiítos do tipo Al-depletedtambém são reportados. Os modelos de fusão parcial para a composição dos ETRP do Grupo Quebra Osso se refere a 50% de batch meltingde uma fonte livre de granada, com composição similar ao manto pirolítico. A formação das lavas komatiíticas é associada à ascensão de uma pluma mantélica, as quais foram posteriormente derramadas sobre a crosta siálica do Complexo Santa Bárbara.