Relação entre as propriedades da madeira e as características dos produtos finais para energia e celulose
O presente trabalho teve por objetivo avaliar a relação que há entre as propriedades da madeira e as características dos produtos finais para celulose e energia. O material consistiu de árvores de Eucalyptus grandis (7 anos) e Eucalyptus saligna (nas idades de 5,5; 6; 7 e 17 anos). Foram realizadas...
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| Tipo de recurso: | tesis doctoral |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2019 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade Estadual Paulista (UNESP) |
| Repositorio: | Repositório Institucional da UNESP |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:repositorio.unesp.br:11449/181241 |
| Acceso en línea: | http://hdl.handle.net/11449/181241 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Poder calorífico Análise termogravimétrica Polpação kraft Eucalyptus saligna Eucalyptus grandis Calorific value Thermogravimetric analysis kraft pulping |
| Sumario: | O presente trabalho teve por objetivo avaliar a relação que há entre as propriedades da madeira e as características dos produtos finais para celulose e energia. O material consistiu de árvores de Eucalyptus grandis (7 anos) e Eucalyptus saligna (nas idades de 5,5; 6; 7 e 17 anos). Foram realizadas as seguintes análises: parâmetros dendrométricos, densidade básica e composição química da madeira, carbono fixo e teor de voláteis, poder calorífico, Analise Termogravimétrica (TGA) e polpação kratf. Os resultados mostraram que as características que diferem o E. saligna nas idades de 5,5 e 6 anos (tipo de plantio e procedência), tiveram influência na propriedade física da madeira, no processo de polpação e no Poder Calorífico Superior (PCS) das árvores. O material genético que apresentou maior potencial para produção de celulose, foi o E. saligna (5,5 anos), com alto rendimento depurado e baixos rejeitos. Para uso energético, os dois materiais apresentaram resultados satisfatórios. Porém, o material genético com maior potencial foi o E. saligna (6 anos). A espécie apresentou maior densidade básica, maiores teores de extrativos e lignina e menor teor de umidade, com maior PCS em Kcal/m3 e maior % Carbono fixo. Na comparação entre E. saligna e E. grandis, observou-se que embora essas duas espécies tenham sido plantadas sobre as mesmas condições (solo, adubação, clima), fica evidente a influência da espécie, dada as diferenças em suas propriedades da madeira e em seus potenciais para uso energético e de celulose. Na polpação a espécie E. grandis apresentou resultados mais satisfatórios, com menos rejeitos e maior rendimento depurado. Para uso energético a espécie que mais se destaca pelas propriedades químicas da madeira e elevados valores de PCS, carbono fixo e densidade básica é o E. saligna (7 anos). Na terceira condição analisada, a idade foi um fator influenciador, afetando as propriedades químicas e físicas da madeira. Onde, o E. saligna de 17 anos se difere estatisticamente em quase todos os parâmetros de qualidade. Na análise de Correlação de Pearson, as correlações entre as propriedades da madeira e a polpação Kraft foram muito baixas, a variável que melhor se correlacionou foi a densidade básica, com correlação negativa para o consumo específico de madeira. Nas propriedades energéticas, as únicas propriedades da madeira que apresentaram influência significativa foram a densidade básica e o teor de cinzas, que se correlacionaram com o carbono fixo e a taxa de degradação, respectivamente. Posto isto, pode-se concluir que as propriedades da madeira podem afetar diretamente nos resultados da polpação e nas características energéticas do material. Nas condições analisadas, fica evidenciada a influência da espécie, tipo de plantio, procedência e idade, com maior ou menor influência. Para polpação kraft se restringe o uso de algumas procedências, mas para uso energético, os cinco materiais avaliados podem ser utilizados. Sendo assim, é indispensável uma análise criteriosa das propriedades da madeira na escolha de um material genético lenhoso, onde se deve primeiramente estabelecer o uso final que se destinará a madeira. |
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