LA MAMITA DE COPACABANA: a celebração da Virgem boliviana na fronteira de Corumbá/BR e Puerto Quijarro/BO

A história da Virgem de Copacabana narra à devoção de um descendente inca, catequisado pela igreja católica espanhola, Francisco Tito Yupanqui. Os relatos narram que ele queria que a imagem de Nossa Senhora estivesse no altar da Capela de Copacabana. A primeira escultura teria ficado feia, mas Yupan...

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Detalhes bibliográficos
Autor: Chaves, Gesliane Sara Vieira
Formato: tesis doctoral
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2023
País:Brasil
Recursos:Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD)
Repositorio:Repositório Institucional da UFGD
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:https://repositorio.ufgd.edu.br/jspui:prefix/5649
Acesso em linha:http://repositorio.ufgd.edu.br/jspui/handle/prefix/5649
Access Level:acceso abierto
Palavra-chave:CNPQ::ENGENHARIAS::ENGENHARIA CIVIL
Virgem de Copacabana
Brasil-Bolívia - região de fronteira
Tradição
Virgen de Copacabana
Brazil-Bolivia border region
Tradition
Descrição
Resumo:A história da Virgem de Copacabana narra à devoção de um descendente inca, catequisado pela igreja católica espanhola, Francisco Tito Yupanqui. Os relatos narram que ele queria que a imagem de Nossa Senhora estivesse no altar da Capela de Copacabana. A primeira escultura teria ficado feia, mas Yupanqui estudou as técnicas de arte sacra e escultura e reproduziu uma imagem de Nossa Senhora da Candelária, que acabou sendo adotada pela sua cidade, com seu próprio nome: Copacabana. A Virgem de Copacabana é considerada a padroeira da Bolívia e faz parte de uma das manifestações culturais que os migrantes bolivianos realizam em Corumbá. Essa celebração faz parte de um extenso calendário religioso, representando importantes manifestações culturais dos dois lados da fronteira. Propôs-se para essa tese a análise e descrição da celebração à Virgem de Copacabana e a relevância da devoção nas relações de aproximações a afastamentos entre bolivianos e brasileiros na fronteira Corumbá e Puerto Quijarro. Essa festividade que acontece há vinte e três anos evidencia as estratégias de resistência dos migrantes bolivianos que vivem na fronteira. A pesquisa de abordagem etnográfica, buscou observar, sentir, descrever e analisar a celebração religiosa. Para isso utilizou de ferramentas diversas, como: trabalho de campo, diário de bordo, imagens, entrevistas presenciais/virtuais e diálogos informais. O estudo indicou que, as relações entre bolivianos e brasileiros são ambíguas e contraditórias. Através de diversos aspectos, sejam eles sociais, econômicos, culturais, religiosos e turísticos essas relações têm se mostrado amistosas e/ou preconceituosas. Embora o migrante boliviano seja importante para o comércio local ou na prestação de serviços, ainda persiste discursos pejorativos com relação a este grupo, demonstrando as particularidades do modo de como as sociedades fronteiriças desses dois países se relacionam.