Elizabeth Bishop com Marianne Moore : um diálogo entre a singularidade e a tradição
Este estudo busca investigar, a partir de poemas selecionados dos livros North & South (1946), de Elizabeth Bishop, e Selected Poems (1935), de Marianne Moore, traços de singularidade, originalidade e, por outro lado, traços em comum, pertencentes a uma tradição, na criação poética de Bishop, po...
| Autor: | |
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| Tipo de documento: | dissertação |
| Estado: | Versão publicada |
| Data de publicação: | 2023 |
| País: | Brasil |
| Recursos: | Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS) |
| Repositório: | Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da PUC_RS |
| Idioma: | português |
| OAI Identifier: | oai:tede2.pucrs.br:tede/11112 |
| Acesso em linha: | https://tede2.pucrs.br/tede2/handle/tede/11112 |
| Access Level: | Acceso aberto |
| Palavra-chave: | Poesia Modernismo Marianne Moore Elizabeth Bishop Poetry Modernism LINGUISTICA, LETRAS E ARTES::LETRAS |
| Resumo: | Este estudo busca investigar, a partir de poemas selecionados dos livros North & South (1946), de Elizabeth Bishop, e Selected Poems (1935), de Marianne Moore, traços de singularidade, originalidade e, por outro lado, traços em comum, pertencentes a uma tradição, na criação poética de Bishop, poeta que é herdeira direta do alto modernismo norte-americano, em relação ao trabalho de Moore, poeta fundamental para a compreensão do período que, ao longo das décadas de 1920 e 1930, reconfigurou a forma de pensar e escrever literatura. As análises, realizadas num movimento comparativo, se darão, sobretudo, a partir do esforço empregado pelas poetas na construção imagética e rítmica de suas criações. O trabalho, portanto, é construído a partir de três capítulos: num primeiro momento, são elencadas as discussões que tratam do debate entre ruptura e tradição, o novo e o antigo, a partir de Leyla Perrone-Moisés (1998), Octavio Paz (1984) e T.S. Eliot (1989); no segundo capítulo, por sua vez, o debate circundará as análises, sustentadas por pares de comentadores, dos seis poemas selecionados. No terceiro e último capítulo, por fim, a discussão é centrada nas diferentes significações atribuídas aos vocábulos modernismo, moderno e modernidade, a partir de Antoine Compagnon (2014), sobretudo; e, na segunda seção, o foco é no lugar que Elizabeth Bishop e Marianne Moore ocupam nos períodos do modernismo tardio e do alto modernismo, respectivamente. A partir das leituras e análises é possível afirmar que, no caso de Moore, é recorrente o emprego de uma linguagem mais informal, pautada na impessoalidade, e a quebra silábica entre os versos, sustentada, por vezes, por um rigor rítmico, e em outras por versos livres; a precisão com que descreve as imagens construídas nos poemas é outro elemento característico da poeta. No caso do trabalho poético de Elizabeth Bishop, o que mais se aproxima de Moore parece ser a atenção dada ao delineamento das imagens, sempre descritas de forma minuciosa pelo sujeito lírico nos poemas analisados. O ponto de maior afastamento entre as duas poetas, por sua vez, diz respeito ao trato com a subjetividade e a impessoalidade: enquanto para Moore, como posto anteriormente, o trabalho com a impessoalidade é imprescindível no poema, Bishop tende a quebrar a barreira que separa essas duas esferas, o que ocasiona uma tensão dentro do próprio poema |
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