O epos e suas espécies nos livros de Propércio

Esta tese se propõe a analisar os quatro livros do poeta elegíaco Propércio e, mais precisamente, os poemas nos quais o poeta empreende algum tipo de diálogo com as três tradições épicas (bucólica, didática e heroica), objetivando investigar a importância delas para a poética properciana, ao analisa...

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Detalhes bibliográficos
Autor: Arruda, Maria Ozana Lima de
Tipo de documento: tese
Estado:Versão publicada
Data de publicação:2023
País:Brasil
Recursos:Universidade de São Paulo (USP)
Repositório:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP
Idioma:português
OAI Identifier:oai:teses.usp.br:tde-15082023-120635
Acesso em linha:https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8143/tde-15082023-120635/
Access Level:Acceso aberto
Palavra-chave:Bucolic poetry
Didactic poetry
Elegiac poetry
Heroic poetry
Poesia Bucólica
Poesia Didática
Poesia elegíaca
Poesia heroica
Propércio
Propertius
Descrição
Resumo:Esta tese se propõe a analisar os quatro livros do poeta elegíaco Propércio e, mais precisamente, os poemas nos quais o poeta empreende algum tipo de diálogo com as três tradições épicas (bucólica, didática e heroica), objetivando investigar a importância delas para a poética properciana, ao analisar como ele delineia e discute o gênero épico nas suas elegias, considerando as particularidades das tradições do epos e as variáveis de cada um dos quatro livros do poeta. Baseamo-nos na hipótese de que Propércio discute a poesia do epos, considerando as especificidades das tradições e estabelecendo diferentes relações entre elas e a sua poesia. Assim, no primeiro capítulo apresentamos alguns pressupostos teóricos que nos guiaram ao longo da pesquisa. Nos capítulos seguintes, analisamos as interações entre o gênero elegíaco e o epos e suas espécies: no segundo capítulo, com o epos bucólico, no terceiro capítulo, com o epos didático e no quarto capítulo, com a espécie heroica do epos. Ao longo dos capítulos, demonstramos como o diálogo ocorre entre os dois gêneros e como ele nos permite compreender alguns aspectos relacionados a cada uma das espécies, tais como o inuentor, a matéria característica, e a identificação de determinada obra com determinada tradição épica. Da mesma forma, fica evidente que este diálogo não permanece inalterado ao longo das elegias, nem do ponto de vista da forma com que ele ocorre (relações estabelecidas, mecanismos de interação...), nem do ponto de vista da constância, dado que a cada livro é possível perceber diferenças no trato com cada uma das espécies.