A Produção do Espaço Abandonado

Pensamos as arquiteturas do abandono a partir de espaços agenciados por sujeitos excluídos de uma arquitetura dita acadêmica, mas incluídos na vida da pólis. Entramos numa zona indistinta, onde interno e externo, público e privado, bios e zoé, se esfumam. Descobrimos que o abandonado é aquele coloca...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Rocha, Eduardo
Tipo de recurso: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2012
País:Brasil
Institución:Universidade Católica de Pelotas (UCPEL)
Repositorio:Sociedade em Debate (Online)
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:www.rle.ucpel.tche.br:article/443
Acceso en línea:https://revistas.ucpel.edu.br/rsd/article/view/443
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:arquitetura
representação
pós-estruturalismo
desconstrução
Descripción
Sumario:Pensamos as arquiteturas do abandono a partir de espaços agenciados por sujeitos excluídos de uma arquitetura dita acadêmica, mas incluídos na vida da pólis. Entramos numa zona indistinta, onde interno e externo, público e privado, bios e zoé, se esfumam. Descobrimos que o abandonado é aquele colocado liberado ou desregrado. Arquiteturas são políticas, as arquiteturas do abandono são regidas por leis que não prescrevem, não são receitas. Projetar espaços para esses grupos é se entregar ao bando, é colocar-se no mundo, representar-se. É preciso que a universidade se pergunte a quem representa? E com isso volte seu olhar para a periferia que a rodeia, não seja apenas uma máquina de fragmentos, de retalhos. Ler a cidade a partir de suas arquiteturas do abandono é olhar a vida nua e o poder soberano unidos em uma só representação. É a representação do múltiplo, das multidões, não das minorias, das exceções.