Reprogramação celular in vitro à pluripotência (geração de células iPSCs) no modelo suíno a partir da metodologia não transgênica e não invasiva
O suíno é um interessante modelo biomédico por apresentar similaridades imunológicas, anatômicas e fisiológicas com o humano, e, portanto, a reprogramação de células à pluripotência neste modelo é vantajosa para o desenvolvimento de estudos translacionais. A utilização de células de pluripotência in...
| Autor: | |
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| Tipo de recurso: | tesis de maestría |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2020 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade de São Paulo (USP) |
| Repositorio: | Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:teses.usp.br:tde-06052021-113602 |
| Acceso en línea: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/10/10132/tde-06052021-113602/ |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | iPSCs Não invasivo Non-Invasive Suíno Swine |
| Sumario: | O suíno é um interessante modelo biomédico por apresentar similaridades imunológicas, anatômicas e fisiológicas com o humano, e, portanto, a reprogramação de células à pluripotência neste modelo é vantajosa para o desenvolvimento de estudos translacionais. A utilização de células de pluripotência induzida (iPSCs) derivadas de células coletadas de forma não invasiva ou menos invasiva pode ser promissora em diversas terapias regenerativas devido à facilidade de obtenção, apesar de ainda não reportada nos animais domésticos. Por essa razão, este estudo tem como objetivos produzir células iPSCs suínas in vitro a partir de células derivadas de urina (urine derived cells ou UDCs) e a partir células mononucleares do sangue periférico (peripheral blood mononuclear cells ou PBMCs), provindas de coleta não invasiva e menos invasiva, respectivamente. Para tal, a urina e o sangue periférico foram coletados de três fêmeas suínas. A partir do sangue coletado foi realizada a separação por gradiente de densidade e a expansão de eritroblastos, entretanto, não foi obtido o número de células necessário para a reprogramação. A partir de amostras de urina processadas, células em cultivo in vitro foram observadas após aproximadamente uma semana. Uma das linhagens isoladas (UDC3) foi submetida ao processo de reprogramação a partir de metodologia integrativa, através de transdução lentiviral com os fatores de transcrição OCT4, SOX2, KLF4 e C-MYC (OSKM, humano ou murino), ou não integrativa, utilizando vetor epissomal, contendo os fatores C-MYC, LIN28, SOX2, KLF4, OCT3/4 e shp53. Foram obtidas colônias reprogramadas derivadas da reprogramação integrativa, das quais isolamos três linhagens de iPSCs clonais (C1, C2 e C3) que se mantiveram em cultivo por pelo menos 28 passagens, demonstrando a capacidade de autorrenovação in vitro. As linhagens foram caracterizadas quanto à detecção de proteínas relacionadas à pluripotência por meio de imunofluorescência, quanto à quantificação de transcritos endógenos e exógenos, e à capacidade de diferenciação em corpos embrioides. Neste estudo foram geradas células suínas reprogramadas a partir de células de urina, o que possibilitará o desenvolvimento de novas tecnologias aplicadas ao modelo suíno beneficiando tanto a produção animal, quanto a ciência básica e translacional, visando sua utilização como modelo biomédico in vivo. |
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