Produção, composição morfológica e valor nutritivo da forragem em pastos de Brachiaria brizantha (Hochst ex A. Rich) Stapf. cv Marandu submetidos a estratégias de pastejo rotativo por bovinos de corte

A combinação entre freqüência e intensidade de pastejo determina amplitudes de manejo que podem propiciar produção de forragem em quantidade e qualidade, além de elevada eficiência de colheita. Nesse contexto, o presente experimento teve o objetivo de estudar aspectos relacionados à produção, compos...

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Detalles Bibliográficos
Autor: Sarmento, Daniel Oliveira de Lucena
Tipo de recurso: tesis doctoral
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2007
País:Brasil
Institución:Universidade de São Paulo (USP)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:teses.usp.br:tde-08082007-161835
Acceso en línea:http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/11/11139/tde-08082007-161835/
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Brachiaria brizantha
Bovinos de corte
Capim braquiária
Capim Marandu
Dossel &#150 Botânica
Forragens
Herbage accumulation
Light interception
Luz
Morphological composition
Nutritive value
Pastejo
Sward height
Sward structure
Descripción
Sumario:A combinação entre freqüência e intensidade de pastejo determina amplitudes de manejo que podem propiciar produção de forragem em quantidade e qualidade, além de elevada eficiência de colheita. Nesse contexto, o presente experimento teve o objetivo de estudar aspectos relacionados à produção, composição morfológica e valor nutritivo da forragem em pastos de capim-marandu submetidos a estratégias de pastejo rotativo por bovinos de corte. O experimento foi conduzido em área do Departamento de Zootecnia da USP/ESALQ, em Piracicaba, SP, durante o período de outubro de 2004 a setembro de 2005. Os tratamentos corresponderam à combinação entre duas intensidades, alturas pós-pastejo de 10 e 15 cm, e dois intervalos entre pastejos, representados pelo período de tempo necessário para que 95 e 100% de luz incidente fosse interceptada pelo dossel, e foram alocados às unidades experimentais (piquetes de 1.200 m2) segundo um delineamento de blocos completos casualizados e arranjo fatorial 2 x 2, com 4 repetições. Foram avaliadas as seguintes variáveis: interceptação de luz, altura do dossel, massa de forragem, acúmulo total de forragem e de folhas, taxa de acúmulo de forragem e de folhas, composição química e morfológica da forragem produzida. De forma geral, os pastos acumularam forragem de forma semelhante durante o período experimental, porém, pastos manejados com 95% de IL apresentaram maior proporção de folhas (51,8 e 41,9%) e menor proporção de colmos (39,1 e 41,5%) e material morto (9,1 e 16,6%) que pastos manejados com 100% de IL na massa de forragem pré-pastejo, especialmente na primavera 1 (out-dez/04). Isso resultou em maior digestibilidade da forragem nos pastos de 95% em relação àqueles de 100% de IL (66,7 e 57,9%, respectivamente). No geral, as metas de altura pós-pastejo dos pastos manejados com 95% de IL foram mantidas relativamente constantes durante todo o período experimental. Contrariamente, as metas de altura pós-pastejo para os pastos submetidos ao tratamento 100/10 aumentaram ao longo do experimento, atingindo um valor 56% superior à meta original ao final das avaliações. As metas de 95% e 100% de IL estiveram consistentemente associadas a valores de altura pré-pastejo dos pastos relativamente estáveis de 25 e 35 cm, respectivamente. Pastos manejados com 95% de IL apresentaram maior proporção de folhas no resíduo em relação àqueles manejados com 100% de IL (15,5 e 8,9% respectivamente), o que propiciou que esses interceptassem mais luz após o pastejo, garantindo rebrotações mais rápidas, intervalos entre pastejos mais curtos e maior número de ciclos de pastejo. Com base nos padrões de IL e variações em composição morfológica e valor nutritivo da forragem produzida, a estratégia de pastejo mais adequada para o capim-marandu seria aquela com pastejos realizados quando 95% da IL seja atingida (25 cm de altura) durante a rebrotação e rebaixados até uma altura pós-pastejo de 15 cm.