Na raiz, a fome: uma leitura dos romances Vidas secas, de Graciliano Ramos, Os flagelados do vento leste, de Manuel Lopes e Famintos, de Luís Romano

Partindo dos romances Vidas secas, de Graciliano Ramos (1938), Os flagelados do vento leste, de Manuel Lopes (1959) e Famintos, de Luís Romano (1962), buscamos investigar as estratégias discursivas dos autores de nosso corpus que se debruçaram sobre a fatia social menos favorecida daquele momento hi...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Paraense, Maria Luzia Carvalho de Barros
Tipo de recurso: tesis doctoral
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2017
País:Brasil
Institución:Universidade de São Paulo (USP)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:teses.usp.br:tde-25042017-163041
Acceso en línea:http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8156/tde-25042017-163041/
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Fome
Graciliano Ramos
Hunger
Luís Romano
Manuel Lopes
Neorealism
Neorrealismo
Descripción
Sumario:Partindo dos romances Vidas secas, de Graciliano Ramos (1938), Os flagelados do vento leste, de Manuel Lopes (1959) e Famintos, de Luís Romano (1962), buscamos investigar as estratégias discursivas dos autores de nosso corpus que se debruçaram sobre a fatia social menos favorecida daquele momento histórico. Nos dedicamos, em especial, às denúncias dos autores que trouxeram à luz temas que atravessavam as três prosas de ficção: a fome, o banditismo e a opressão. Encontramos em Josué de Castro uma rica pesquisa que permitiu que analisássemos a fome não apenas como flagelo, mas também como fato social passível de desdobramentos mais complexos. O historiador Eric Hobsbawm e o filósofo Louis Althusser fundamentaram nossa investigação de tais desdobramentos. Destacamos que nossa perspectiva tem como horizonte o comparatismo de solidariedade proposto pelo crítico Benjamin Abdala Junior.