Bases anatômicas dos pontos-gatilho do músculo temporal

Introdução: A síndrome da dor miofascial (SDM) é uma forma crônica ou aguda de dor musculoesquelética que afeta quase três quartos da população mundial. É caracterizada por dor muscular e rigidez, com nódulos palpáveis e áreas de hiperirritabilidade chamadas pontos-gatilho miofasciais (PGMs). Esses...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Garrido, Luis Carlos Fernandez
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2024
País:Brasil
Institución:Universidade de São Paulo (USP)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:teses.usp.br:tde-25042024-122226
Acceso en línea:https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5160/tde-25042024-122226/
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Anatomia
Anatomy
Dor musculoesquelética
Inervação
Innervation
Músculo temporal
Musculoskeletal pain
Pontos-gatilho
Temporal muscle
Trigger points
Descripción
Sumario:Introdução: A síndrome da dor miofascial (SDM) é uma forma crônica ou aguda de dor musculoesquelética que afeta quase três quartos da população mundial. É caracterizada por dor muscular e rigidez, com nódulos palpáveis e áreas de hiperirritabilidade chamadas pontos-gatilho miofasciais (PGMs). Esses PGMs são o diferencial entre outras formas de dor muscular, como distúrbios inflamatórios ou a fibromialgia. O músculo temporal é frequentemente envolvido na SDM. Quatro PGMs no músculo temporal foram descritos na literatura, mas nenhuma descrição anatômica dos PGMs foi relatada. O conhecimento adequado da inervação do músculo temporal pode ajudar a entender a fisiopatologia das síndromes miofasciais e fornecer uma base racional para abordagens intervencionistas ou conservadoras e evitar lesões iatrogênicas na lesão dos nervos temporais profundos. Objetivo: Descrever os pontos de entrada dos nervos temporais profundos no ventre do músculo temporal e relacionar com os PGMs descritos na literatura. Método: Foram estudados os músculos temporais de 14 cadáveres adultos. Os ventres musculares foram divididos em seis áreas: três superiores (1, 2 e 3) e três inferiores (4, 5 e 6), de acordo com um plano cartesiano, para analisar e descrever os pontos de entrada dos ramos dos nervos temporais profundos no músculo. Os pontos de entrada dos nervos foram submetidos à análise por meio dos testes de Poisson Loglinear com post-hoc de Bonferroni para comparação entre grupos (sextantes (p<0,05). Resultados: Foram encontrados pontos de entrada dos nervos temporais profundos no músculo temporal em todas as áreas. A maioria dos pontos de entrada foi observada nas áreas 2 e 5, que coincidem com as fibras musculares responsáveis pela elevação da mandíbula e menos pontos de entrada foram encontrados nas áreas 1 e 6, onde a contração produz retração da mandíbula. Conclusão: Pode-se concluir que existe uma relação anatômica entre o padrão de ramificação dos nervos temporais profundos e os pontos-gatilho do músculo temporal