Aves recebidas no Centro de Triagem de Animais Silvestres (CETAS) de Seropédica, Rio de Janeiro, 2008 a 2014: diagnóstico e análise

Os Centros de Triagem de Animais Silvestres (CETAS), sob jurisdição do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Renováveis (IBAMA), são responsáveis pelo recebimento e destinação dos animais silvestres que são vítimas do tráfico em todo território Nacional. O CETAS de Seropédica (CETAS-RJ),...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Mello, Ericson Ramos de
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2016
País:Brasil
Institución:Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ)
Repositorio:Repositório Institucional da UFRRJ
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:rima.ufrrj.br:20.500.14407/10800
Acceso en línea:https://rima.ufrrj.br/jspui/handle/20.500.14407/10800
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Traffic
sorting center for wild animals
seizures
Tráfico
Centro de Triagem de Animais Silvestres
apreensão
Parasitologia
Descripción
Sumario:Os Centros de Triagem de Animais Silvestres (CETAS), sob jurisdição do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Renováveis (IBAMA), são responsáveis pelo recebimento e destinação dos animais silvestres que são vítimas do tráfico em todo território Nacional. O CETAS de Seropédica (CETAS-RJ), localizado na Floresta Mário Xavier é o único local responsável pelo recebimento e destinação dos animais silvestres que são vítimas do tráfico no Estado do Rio de Janeiro. Objetivou-se caracterizar as espécies, da fauna silvestre, apreendidas ou entregues voluntariamente, de 2008 a 2014 no CETAS de Seropédica – Rio de Janeiro. O total de entradas efetivas no Centro de Triagem de Animais Silvestres foi de 39.777 (Trinta e nove mil, setecentos e setenta e sete) animais, durante os anos de 2008 a 2014, tendo como média anual, dos últimos 7 anos, 5.682 entradas. Dentre os animais recebidos, 91,25% (36.295) foram aves, 5,47% (2.177) répteis, 3,14% (1.248) mamíferos, 0,13% (53) invertebrados; entre crustáceos, insetos e aracnídeos provenientes de apreensões, entregas ou resgates. A apreensão foi a procedência com maior representação durante o período estudado, com 88,75% (35.302) animais e uma média de 5.043 animais por ano. O Comando de Polícia Ambiental (CPAM), juntamente com outros batalhões da polícia militar e civil, foram os órgãos mais representativos no combate ao tráfico de animais silvestres. O recebimento de aves entre 2008 e 2014 representou cerca de 91,25% (36.295) das entradas em relação ao total de todas as classes entre os anos, sendo identificadas 24 ordens, 54 famílias e 255 espécies de aves. A ordem Passeriformes foi a que teve o maior número de animais recebidos (92,22%), havendo predominância das famílias, Thaupidae com 85,54% (28.634) e Icteridae 3,41% (1.143). O coleirinho (Sporophila caerulescens), o canário-da-terra-verdadeiro (Sicalis flaveola), o trinca-ferro-verdadeiro (Saltator similis), o curió (Sporophila angolensis), o tiziu (Volatinia jacarina), o tico-tico (Zonotrichia capensis), corresponderam a cerca de 78,18% do total de Passeriformes, 61,15% apreendidos e 56,60% das aves recebidas no CETAS - RJ, no período do estudo.