Do APFB ao ALiB: a fauna na Bahia e em Sergipe, ontem e hoje

Esta Tese de Doutorado se propôs à análise do léxico da fauna (e/ou de parte dela), sob o viés diatópico, a partir da observação dos dados inéditos do Projeto ALiB, em comparação com o Atlas Prévio dos Falares Baianos - APFB (Rossi, 1963) e o Atlas Linguístico de Sergipe - ALS (Ferreira et al, 1987)...

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Detalles Bibliográficos
Autor: Dultra Pereira, Thais
Tipo de recurso: tesis doctoral
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2024
País:Brasil
Institución:Universidade Federal da Bahia (UFBA)
Repositorio:Repositório Institucional da UFBA
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:repositorio.ufba.br:ri/41150
Acceso en línea:https://repositorio.ufba.br/handle/ri/41150
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:CNPQ::LINGUISTICA, LETRAS E ARTES
Léxico
Fauna
Projeto ALiB
Atlas linguísticos
Dialetologia Pluridimensional
Geolinguística
Lexicon
ALiB Project
Linguistic atlas
Multidimensional Dialectology
Geolinguistics
Descripción
Sumario:Esta Tese de Doutorado se propôs à análise do léxico da fauna (e/ou de parte dela), sob o viés diatópico, a partir da observação dos dados inéditos do Projeto ALiB, em comparação com o Atlas Prévio dos Falares Baianos - APFB (Rossi, 1963) e o Atlas Linguístico de Sergipe - ALS (Ferreira et al, 1987), com o intuito de investigar as onze localidades coincidentes em dois Estados do Nordeste: nove na Bahia (Barra, Caetité, Carinhanha, Itaberaba, Jacobina, Jeremoabo, Santa Cruz Cabrália, Santana e Vitória da Conquista) e duas em Sergipe (Propriá e Estância), nas diferentes sincronias. O aporte teórico fundamentou-se nos princípios concernentes às pesquisas dialetais, que incluiu a delimitação do corpus e o uso de metodologia apropriada, sendo a Dialetologia Pluridimensional a disciplina que alicerça o estudo e a Geolinguística, o método. Para investigação do tema, surgiram os seguintes questionamentos: (i) se há a possibilidade, a partir do levantamento de dados nas regiões selecionadas, de traçar isoglossas e mapear os aspectos semântico-lexicais da fauna; e (ii) de que maneira os fatores extralinguísticos influenciariam (ou não) as escolhas dos falantes. Sobre as hipóteses, acreditou-se na viabilidade de se traçar isoglossas e reconhecer diferenças e/ou semelhanças lexicais no confronto dos dados encontrados nos documentos, com consequente comprovação da variação linguística na área temática selecionada, para as referidas localidades. Além disso, acreditou-se na comprovação da influência de fatores extralinguísticos refletidos nos aspectos semântico-lexicais e na identificação de lexias em vias de desaparecimento. Quanto aos objetivos, esperou-se: (i) descrever a fauna, a partir do exame das localidades selecionadas, nos dois estados; (ii) identificar peculiaridades semântico-lexicais; (ii) avaliar modificações que se tenham operado no percurso do tempo; (iv) verificar a influência de fatores extralinguísticos e (v) elaborar cartas linguísticas. O presente estudo justificou-se pela necessidade de descrição da realidade do português brasileiro, ao fornecer à comunidade linguística informações com base em dados empíricos. No que se refere à metodologia, interessaram à pesquisa os dados obtidos pelo Questionário Semântico-Lexical (QSL) (Comitê Nacional do Projeto ALiB, 2001), área temática fauna, em correspondência nos atlas e dados do Projeto ALiB levantados, o que resultou na investigação de: seis questões, mais as seis cartas correspondentes à fauna (e/ou de parte dela) nos atlas, nas onze localidades coincidentes nos corpora. A análise de dados estruturou-se em duas perspectivas: (i) semântico-lexical e (ii) geolinguística. Acredita-se que os resultados aqui divulgados venham a contribuir para o conhecimento da língua portuguesa falada no Brasil, mais especificamente dos usos que dela se fazem nas localidades em recorte do Estado da Bahia e de Sergipe.