| Resumo: | O presente trabalho é um ensaio de cunho teórico que discute os limites e possibilidades de superar o paradigma biomédico em saúde para tratar das doenças oportunistas em pessoas com HIV/AIDS. Para tanto, recorreu às contribuições de Minayo (1997), para tratar da dimensão sociocultural dos processos de saúde e doença; de Arthur Schafer (1991) e Bowser (2002), para tratar da dimensão sociocultural especificamente da AIDS; de Erving Goffman (1978), com o conceito de estigma; de Gregory Herek (1999), para tratar do estigma social no caso da AIDS; com Pereira (et. al. 2011), para apresentar o paradigma biopsicossocial; e, por fim, Kippax e Stephenson (2012), com a proposta de superar a distinção entre as dimensões social, psicológica e biológica nas abordagens em saúde. Apesar de não superar completamente as distinções entre as instâncias biológica, psicológica e social, por ser orientada para e pela prática e por não tratar tais instâncias de modo fragmentado, a noção de integralidade em saúde parece ser mais a mais avançada e promissora para a proposta do presente trabalho.
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