Merleau-Ponty e a bola de neve: elogio e crítica de Bergson
Este artigo examina algumas aproximações e distanciamentos de Merleau-Ponty em relação à filosofia de Bergson, tendo em vista que Merleau-Ponty parece dividido quanto ao seu parecer sobre a concepção bergsoniana do tempo. Essa oscilação entre crítica e elogio é certamente visível na Fenomenologia da...
| Author: | |
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| Format: | article |
| Status: | Published version |
| Publication Date: | 2009 |
| Country: | Brasil |
| Institution: | Universidade de São Paulo (USP) |
| Repository: | Cadernos Espinosanos (Online) |
| Language: | Portuguese |
| OAI Identifier: | oai:revistas.usp.br:article/89352 |
| Online Access: | https://revistas.usp.br/espinosanos/article/view/89352 |
| Access Level: | Open access |
| Keyword: | Merleau-Ponty Bergson Temporality Dualism Subjectivity. Temporalidade Dualismo Subjetividade. |
| Summary: | Este artigo examina algumas aproximações e distanciamentos de Merleau-Ponty em relação à filosofia de Bergson, tendo em vista que Merleau-Ponty parece dividido quanto ao seu parecer sobre a concepção bergsoniana do tempo. Essa oscilação entre crítica e elogio é certamente visível na Fenomenologia da percepção, na qual Merleau-Ponty reconhece que Bergson teria dissolvido a questão do dualismo ao afirmar que “o corpo e o espírito se comunicam pela mediação do tempo”. Entretanto, Merleau-Ponty vai denunciar outra espécie de dualismo bergsoniano, que pretende reencontrar a unidade na multiplicidade por meio do conceito de “multiplicidade de fusão”. Nesse sentido, a metáfora bergsoniana da “bola de neve” procura caracterizar a essência do tempo enquanto duração. |
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