Caracterização morfoanatômica e histoquímica de sementes de Butia odorata (Barb. Rodr.) Noblick durante a superação da dormência

O gênero Butia compreende 20 espécies distribuídas, em sua maioria, no sul da América do Sul. Butia odorata (Barb. Rodr.) Noblick é uma palmeira endêmica do bioma Pampa, com alto potencial alimentício e ornamental. Seu diásporo é composto por um pirênio que abriga de uma a três sementes, as quais ap...

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Detalles Bibliográficos
Autor: Baratto, Bruna
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2016
País:Brasil
Institución:Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGS
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:www.lume.ufrgs.br:10183/183659
Acceso en línea:http://hdl.handle.net/10183/183659
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Butiá odorata
Semente
Dormência da semente
Germinação
Descripción
Sumario:O gênero Butia compreende 20 espécies distribuídas, em sua maioria, no sul da América do Sul. Butia odorata (Barb. Rodr.) Noblick é uma palmeira endêmica do bioma Pampa, com alto potencial alimentício e ornamental. Seu diásporo é composto por um pirênio que abriga de uma a três sementes, as quais apresentam germinação irregular e lenta, resultado de dormência. Sabe-se que há relação dessa dormência com o opérculo da semente, e qual sua composição química também é citada como agravante. Através da remoção desta estrutura tem-se alta porcentagem germinativa, em curto período. A relação entre o opérculo e a influência da temperatura no período da germinação ainda é desconhecida para B. odorata, uma vez que a descrição morfoanatômica da espécie é incipiente e sua histoquímica é inexplorada. Este trabalho objetivou caracterizar a morfologia da estrutura de dispersão e descrever aspectos anatômicos e histoquímicos das sementes de B. odorata quando submetidas a tratamento para a superação da dormência. Diásporos de populações naturais foram semeados em caixas gerbox, sobre areia média lavada, esterilizada e umedecida. O material foi disposto em câmara de germinação sem iluminação interna por 20 dias sob temperatura de 40 ºC, seguido de 20 dias a 30 ºC. Após isoladas dos endocarpos, as sementes foram desbastadas e fixadas. Através de amostragens a cada cinco dias, foram caracterizados modificações anatômicas e a mobilização de reservas na semente. As sementes apresentam um envoltório (testa) com presença de estrias e no opérculo há presença de compostos fenólicos e ausência de lignina. O endosperma é homogêneo, branco e brilhante, com as células da região micropilar apresentando paredes espessas em relação ao restante do endosperma, sendo essas metabolizadas ao longo das amostragens. O embrião é pequeno, basal e apresenta a plúmula já diferenciada na primeira amostragem. Ao longo das amostragens e durante a manutenção dos pirênios sob temperatura de 40 ºC foi percebida a formação de uma zona de fragilidade no endosperma micropilar, o que, ao que tudo indica, está relacionado com a germinação. As reservas encontradas, as quais estavam presentes no endosperma e no embrião das sementes, foram: amido, polissacarídeos totais, lipídios totais, proteínas totais e compostos fenólicos na região opercular. A mobilização das reservas ocorreu antes mesmo do opérculo ser rompido.