Entre a cruz e a estrela de Davi: problematizando as identidades judaicas no Brasil imperial.
As marcas deixadas nos judeus e pelos judeus é que configura nossa paisagem de pesquisa, fazendo com que estes sujeitos não sejam esquecidos como referência na construção das identidades da nação brasileira. Tais marcas contribuíram para formações identitárias fragmentadas e distintas, corroborando...
| Autor: | |
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| Tipo de recurso: | tesis de maestría |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2013 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) |
| Repositorio: | Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFCG |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:dspace.sti.ufcg.edu.br:riufcg/1929 |
| Acceso en línea: | https://dspace.sti.ufcg.edu.br/handle/riufcg/1929 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Religião Judaica no Brasil Identidades Judaicas Judeus no Brasil Imperial Judeus e Construção da Identidade Brasileira Construção de Identidade Formações Identitárias História do Judaísmo no Brasil Judaísmo no Brasil Imigração Judaica - Brasil Cultura Judaica Judeus e Legislação Imperial Brasileira Práticas Culturais History of Judaism in Brazil Jewish Religion in Brazil Jewish Immigration - Brazil História do Brasil. Ciência das Religiões. |
| Sumario: | As marcas deixadas nos judeus e pelos judeus é que configura nossa paisagem de pesquisa, fazendo com que estes sujeitos não sejam esquecidos como referência na construção das identidades da nação brasileira. Tais marcas contribuíram para formações identitárias fragmentadas e distintas, corroborando para compor uma aquarela de um Brasil plural, em meio a narrativas de interesses de monarquias, clérigos, imperialistas e outros grupos sociais. Em nosso trabalho problematizamos como os judeus que imigraram para o Brasil vivenciaram o século XIX, especificamente no Rio de Janeiro, capital e centro político-administrativo nacional, e na Amazônia, lugar de maior imigração judaica nesta temporalidade. Neste caminho, procuramos pensá-los a partir de representações narradas em códices impressos da época, discursos parlamentares, cartas eclesiais, registros de comércios e firmas, cartas de naturalização, sepulturas e nas legislações que atribuíam sentidos e modificavam suas vidas. Nisso, observamos que não somente novas identidades judaicas foram gestadas, mas também foram atribuídos novos valores à sociedade imperial. Para tanto, noticiamos no capítulo I, um panorama geral dos cristãos novos e marranos em meio ao tempo colonial, abordando a priori as legislações do Estado Português a respeito das práticas que envolviam os judeus ao longo das monarquias lusitanas e pensando como estas normas e decretos atingiam o Brasil colonial e favoreceram a imigração. No capítulo II, construímos uma problematização acerca da vida social e cultural dos judeus na Capital Imperial mediante adaptações e transformações no tocante a participações políticas e econômicas. No capítulo III, refletimos a produção de uma nova constituição de si para os judeus que migraram para o Norte do Brasil, movidos pela busca da fortuna e da felicidade, compondo o processo de construto da formação das primeiras comunidades judaicas organizadas no Brasil. Buscamos ao longo do texto problematizar a constituição dos judeus a partir do compartilhamento, ou não, de culturas, em meio a interferências de tradições, diferenças de idiomas, aplicação de normas sociais e práticas culturais múltiplas, num território onde sua cidadania será negociada na constante transformação de teias e redes de significados que davam sentido a atores sociais que compunham um Brasil cada vez mais plural. |
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