Escreve, Carolina! Resiste, Carolina! tessituras da escrita de resistência
À revelia das operacionalizações do silenciamento exercidas pelas estratégias de manutenção do poder hegemônico, insubmissas vozes literárias têm imbricado sentidos de resistência à escrita que concebem, rompendo domínios impostos para os quais a invisibilidade dos seus corpos-textos é conduzida. Nã...
| Autor: | |
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| Tipo de recurso: | tesis doctoral |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2023 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade Federal da Bahia (UFBA) |
| Repositorio: | Repositório Institucional da UFBA |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:repositorio.ufba.br:ri/42311 |
| Acceso en línea: | https://repositorio.ufba.br/handle/ri/42311 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | CNPQ::LINGUISTICA, LETRAS E ARTES Carolina Maria de Jesus Literatura Negra Escrita de Resistência . Literatura brasileira - Escritoras negras Literatura brasileira - Escritoras negras - História e crítica Jesus, Carolina Maria de, 1914-1977 - Crítica e interpretação Jesus, Carolina Maria de,1914-1977 - Estilo literário Jesus, Carolina Maria de, 1914-1977 - Autoria Resistência na arte Black Literature Resistance Writing |
| Sumario: | À revelia das operacionalizações do silenciamento exercidas pelas estratégias de manutenção do poder hegemônico, insubmissas vozes literárias têm imbricado sentidos de resistência à escrita que concebem, rompendo domínios impostos para os quais a invisibilidade dos seus corpos-textos é conduzida. Não raro, estudos de crítica literária, demonstram entender a escrita como arma ou instrumento de resistência. Este trabalho, contudo, investiga a escrita enquanto gesto, ato em si do resistir, concatenado a modos do viver. Nesse sentido, análises de dados biográficos e escritos da vasta produção da escritora e intelectual Carolina Maria de Jesus são realizadas na busca por tentar compreender como modos de resistência, circundados pelos alcances, limites e paradoxos dessa mulher negra, concatenam-se com sua escrita literária. Para tanto, reflete-se sobre o nascedouro de sua escrita (JESUS, 2015), assim como sobre as escolhas estéticas e discursivas de Carolina Maria de Jesus enquanto sujeit[a] étnic[a] do discurso (CUTI, 2010), que transitam entre o rebuscamento vocabular e o pretuguês (GONZALEZ, 2020). Buscando entender quais seriam as perspectivas e os sentidos de resistência performados na escrita, as discussões dialogam com as concepções de quilombo, enquanto instituição de resistência (NASCIMENTO, 2006) e do Quilombismo, enquanto ideologia de resistência (NASCIMENTO, 1985). Percorrer esses caminhos, conduzidos por escritos de Carolina Maria de Jesus, como uma espécie de cartografia, fomenta a construção do conceito de escrita de resistência. Uma subversiva dicção que se delineia na tessitura e na escrita do texto literário, projetando não apenas perspectivas combativas; que, articulando aspectos estéticos e éticos, traduz de forma pujante a racionalidade, a desobediência e a reivindicação de direitos, dentre eles o de escrever; e que, empreendida sobretudo por corpos diaspóricos femininos, nos faz pensar a escrita como materialidade de existências resistentes. |
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