Phylogenetic relationships and taxonomic revision of the genus Macrocoeloma Miers, 1879 (Crustacea: Decapoda: Brachyura)

O gênero anfi-americano Macrocoeloma Miers, 1879 é composto por caranguejos decoradores de habitats tropicais e subtropicais. Esses caranguejos são encontrados em substratos distintos, incluindo principalmente recifes de corais e rochas. Esse gênero passou por várias alterações sistemáticas em seu s...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Colavite, Jéssica [UNESP]
Tipo de recurso: tesis doctoral
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2020
País:Brasil
Institución:Universidade Estadual Paulista (UNESP)
Repositorio:Repositório Institucional da UNESP
Idioma:inglés
OAI Identifier:oai:repositorio.unesp.br:11449/192314
Acceso en línea:http://hdl.handle.net/11449/192314
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Epialtidae
Pisidae
Majoidea
Caranguejos decoradores
Caranguejos aranha
Spider crabs
Decorator crabs
Descripción
Sumario:O gênero anfi-americano Macrocoeloma Miers, 1879 é composto por caranguejos decoradores de habitats tropicais e subtropicais. Esses caranguejos são encontrados em substratos distintos, incluindo principalmente recifes de corais e rochas. Esse gênero passou por várias alterações sistemáticas em seu status de família, desde sua descrição original até a sua recente exclusão de Mithracidae. No início deste estudo Macrocoeloma era considerado incertae sedis, devido ao pouco conhecimento das relações entre as espécies do gênero e outros gêneros relacionados, sendo sua revisão taxonômica sugerida diversas vezes na literatura. Assim, com o objetivo de suprir essas lacunas taxonômicas e filogenéticas, este estudo empregou abordagens morfológicas e moleculares para reconstruir as relações filogenéticas de Macrocoeloma. Para isso, utilizamos um conjunto de dados moleculares combinados de um gene nuclear (18S) e três mitocondriais (12S, 16S, COI), usando máxima verossimilhança e inferência bayesiana. Além disso, uma inferência de delimitação de espécies foi realizada com o modelo de Poisson tree processes (PTP), usando a filogenia de máxima verossimilhança do gene mitocondrial COI. Foi realizada a revisão taxonômica de Macrocoeloma, com diagnóstico elaborado, descrições detalhadas e mapas de distribuição geográfica com base no material examinado. A monofilia de Macrocoeloma foi demonstrada, após exclusão de Pericera heptacantha Bell, 1836 e P. septemspinosa Stimpson, 1871. O gênero monotípico Thersandrus Rathbun, 1897 é o grupo irmão de Macrocoeloma, seguido pelo novo gênero criado para acomodar P. heptacantha e P. septemspinosa. Macrocoeloma, Thersandrus e o novo gênero pertencem a família Pisidae. O complexo de espécies formado por M. trispinosum (Latreille, 1825) e M. nodipes (Desbonne em Desbonne & Schramm, 1867), apesar do baixo suporte estatístico, são tratados aqui como espécies válidas com base principalmente na morfologia. O registro duvidoso de Macrocoeloma para as Ilhas Fiji, M. trigonum Dana, 1852, após revisão taxonômica mostrou ser um erro de etiquetagem, sendo a localidade corrigida para a cidade do Rio de Janeiro. O morfotipo brasileiro previamente identificado como M. trispinosum (Latreille, 1825), foi re-determinado como M. trigonum, sendo uma espécie válida, com suporte molecular e morfológico. Após esse estudo, Macrocoeloma concavum, M. euthechum e M. laevigatum tiveram a faixa de ocorrência ampliada para a costa sudeste do Brasil.