O romance tragicômico de Lourenço Mutarelli

Analisa-se O cheiro do ralo e O natimorto de Lourenço Mutarelli a partir da perspectiva do romance tragicômico, que reúne o jocoso e o trágico como constitutivos da narrativa, fazendo com que o leitor não saiba, muitas das vezes, se ri ou se compadece. Ou seja, são provocados sentimentos antagônicos...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Vilela, André Ricardo Freitas Bezerra
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2017
País:Brasil
Institución:Universidade Federal Fluminense (UFF)
Repositorio:Repositório Institucional da Universidade Federal Fluminense (RIUFF)
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:app.uff.br:1/3523
Acceso en línea:https://app.uff.br/riuff/handle/1/3523
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Tragicomédia
Literatura brasileira
Romance
Literatura contemporânea
Realismo na literatura
Mutarelli, Lourenço, 1964-
Tragicomedy
Brazilian literature
Novel
Contemporany literature
Descripción
Sumario:Analisa-se O cheiro do ralo e O natimorto de Lourenço Mutarelli a partir da perspectiva do romance tragicômico, que reúne o jocoso e o trágico como constitutivos da narrativa, fazendo com que o leitor não saiba, muitas das vezes, se ri ou se compadece. Ou seja, são provocados sentimentos antagônicos, mas que acabam por se complementar no decorrer da escrita de Lourenço Mutarelli. Nas narrativas e dramaturgias contemporâneas não se encontra mais tanto espaço para tragédias ou comédias como gêneros apartados. Se demonstra assim em nosso contexto, e como veremos na literatura de Mutarelli, o fim da grande segregação entre o nobre trágico e baixo cômico. Para sustentar nossa argumentação, comprovaremos que, ao contrário do que fala George Steiner sobre a morte da tragédia, é possível encontramos uma visão trágica em nossos dias, no entanto, reatualizada ao nosso contexto histórico-social. O caráter sério próprio da tragédia, não se sustenta mais em nosso mundo, onde não há mais nada que possa sobreviver a muita seriedade. Além disso nosso tempo, não temos mais os nobres heróis de outrora, mas é cada vez mais a figura do homem comum, do homem quotidiano, que vai sustentar o trágico. Um “homem sem importância” que não pode ser chamado de “herói”, a não ser impropriamente, pois estariam mais para os anti-heróis