Os argumentos de Girolamo Cardano (1501-1576) contra o elemento fogo

Neste trabalho, analisamos a argumentação de Girolamo Cardano (1501-1576) presente em De subtilitate, no Livro II, em que o autor questiona a teoria dos quatro elementos. Conforme Cardano, o fogo não deveria mais ser considerado um elemento, mas apenas o ar, a água e a terra. Consideramos a maioria...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Menegat, Alessandro
Tipo de recurso: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2021
País:Brasil
Institución:Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP)
Repositorio:Circumscribere
Idioma:inglés
OAI Identifier:oai:ojs.pkp.sfu.ca:article/55035
Acceso en línea:https://revistas.pucsp.br/index.php/circumhc/article/view/55035
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Cardano
elementos
destilação
magia natural
Descripción
Sumario:Neste trabalho, analisamos a argumentação de Girolamo Cardano (1501-1576) presente em De subtilitate, no Livro II, em que o autor questiona a teoria dos quatro elementos. Conforme Cardano, o fogo não deveria mais ser considerado um elemento, mas apenas o ar, a água e a terra. Consideramos a maioria dos argumentos discutidos, mas nosso foco está naquele argumento de que Cardano lançou mão do processo de destilação para negar ao fogo um lugar entre os elementos. Para atingir nossos objetivos consideramos também outras duas obras de Cardano: De rerum varietate e De secretis. Em De rerum varietate, encontramos estudos sobre o fogo e sobre a destilação que são relevantes para nossa análise. Por sua vez, em De secretis, identificamos considerações de Cardano sobre a forma com que investigava questões de filosofia natural. Entre outras discussões, procuramos destacar que Cardano unia em suas investigações teoria e prática, o que refletia um contexto bem determinado de uma “ciência” de caráter mais operativo, marcada pela magia natural.