Biotransformação bacteriana de ácido p-cumárico a 4-vinilfenol

A biomassa lignocelulósica (lignina, celulose e hemicelulose) oriunda da indústria sucroalcooleira (bagaço de cana-de-açúcar) é atualmente subutilizada para geração de calor através de sua queima em caldeiras para produção de energia elétrica. No entanto, essa biomassa pode se tornar uma fonte poten...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Pereira, Érike Jhonnathan
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2022
País:Brasil
Institución:Universidade Estadual Paulista (UNESP)
Repositorio:Repositório Institucional da UNESP
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:repositorio.unesp.br:11449/234820
Acceso en línea:http://hdl.handle.net/11449/234820
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Bactéria
Biotransformação de compostos aromáticos
Ácido p-cumárico
Bacterium
Biotransformation of aromatic compounds
p-Coumaric acid
Descripción
Sumario:A biomassa lignocelulósica (lignina, celulose e hemicelulose) oriunda da indústria sucroalcooleira (bagaço de cana-de-açúcar) é atualmente subutilizada para geração de calor através de sua queima em caldeiras para produção de energia elétrica. No entanto, essa biomassa pode se tornar uma fonte potencial para obtenção de açúcares fermentáveis e de compostos fenólicos, que também podem passar por processos de bioconversão para obtenção de compostos químicos de alto valor agregado. Dentre os compostos fenólicos presentes na biomassa de cana-de-açúcar, destaca-se o ácido p-cumárico (AC) que através de reação de descarboxilação pode ser convertido a 4-vinilfenol (4VF) sendo este um composto de alto valoragregado e de grande aplicabilidade na indústria de química fina. Logo, o presente trabalho propôs a biotransformação bacteriana do AC em 4VF em solução modelo. Das cinco cepas bacterianas estudadas, Ochrobactrum intermedium TG 3.48, Stenotrophomonas acidaminiphila TD 4.7 e 3 isoladas, entretanto, ainda não identificadas: TD 2.18.1, TD 2.18.2 e TG 4.48.2, somente a cepa Ochrobactrum intermedium mostrou-se capaz de tolerar concentrações de AC de até 300 mg L-1. A referida cepa consumiu 92% do AC inicial, com um rendimento de 92% de 4VF em 3 horas de fermentação. Experimentos realizados em meio de cultura sem glicose indicaram que a cepa Ochrobactrum intermedium TG 3.48 continua sendo capaz de fazer a bioconversão, no entanto o consumo de AC (89%) apresentou uma pequena queda se comparado ao experimento que continha glicose, contudo, o rendimento se mantém em igual proporção.