Financeirização, poder corporativo e expansão da soja no estabelecimento do regime alimentar corporativo no Brasil e na Argentina: o caso da Cargill
Este trabalho tem o objetivo de elucidar algumas das transformações ocorridas no campo do Brasil e da Argentina a partir da década de 1970, por meio da análise do estabelecimento do que chamamos regime alimentar corporativo, mais especificamente no que se refere ao segmento de grãos e óleos, e seus...
| Autor: | |
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| Formato: | tesis doctoral |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2014 |
| País: | Brasil |
| Recursos: | Universidade de São Paulo (USP) |
| Repositorio: | Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:teses.usp.br:tde-08052014-112830 |
| Acesso em linha: | http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8136/tde-08052014-112830/ |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palavra-chave: | Argentina Cargill Financeirização da agricultura La financiarización de la agricultura Regime alimentar Régimen alimentario |
| Resumo: | Este trabalho tem o objetivo de elucidar algumas das transformações ocorridas no campo do Brasil e da Argentina a partir da década de 1970, por meio da análise do estabelecimento do que chamamos regime alimentar corporativo, mais especificamente no que se refere ao segmento de grãos e óleos, e seus impactos no desenvolvimento geográfico desigual do capitalismo em ambos países. Fizemos isso focandonas estratégias de territorialização da Cargill, empresa com forte presença em ambos os países, e buscamos ver o que elas nos revelam acerca da estruturação do regime alimentar corporativo e suas possíveis relações com o advento de uma economia financeirizada. A hipótese geral averiguada foi a de que com o advento do neoliberalismo houve, por um lado, a consolidação e aprofundamento da hegemonia das corporações do setor agroalimentar. Por outro, a forte expansão da soja como um importante determinante das configurações espaciais do campo e, por último, a financeirização da agricultura capitalista, expressa tanto na importância de adquire o mercado de commodities, como nos mecanismos de financiamento de safras. Essas três expressões da consolidação do regime alimentar corporativo se aprofundam a partir da década de 2000, particularmente mais o que diz respeito à financeirização. Analisar essas três expressões e como cada uma se relaciona com o estabelecimento do regime alimentar corporativo, por meio do estudo de caso da atuação de uma empresa pôde nos fornecer importantes contribuições para o desvendamento de como os conglomerados desenvolvem suas estratégias de acumulação e quais as expressões geográficas disso. |
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