[en] GRIEVANCES, HOPES, AND REVOLUTION: THE AFFECTIVE POLITICS OF ANTICOLONIAL NATIONALISM IN IRAN

[pt] O que explica a persistência da nação como objeto central de identificação no Irã durante as décadas de 1960 e 1970? Como podemos entender o apelo e a difusão do nacionalismo quando ele pode significar simultaneamente um caminho e uma armadilha para a descolonização, como advertiu Fanon? Esta t...

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Detalhes bibliográficos
Autor: MATEUS SCHNEIDER BORGES
Formato: tesis doctoral
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2023
País:Brasil
Recursos:Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RIO)
Repositorio:Repositório Institucional da PUC-RIO (Projeto Maxwell)
Idioma:inglés
OAI Identifier:oai:MAXWELL.puc-rio.br:62557
Acesso em linha:https://www.maxwell.vrac.puc-rio.br/colecao.php?strSecao=resultado&nrSeq=62557&idi=1
https://www.maxwell.vrac.puc-rio.br/colecao.php?strSecao=resultado&nrSeq=62557&idi=2
http://doi.org/10.17771/PUCRio.acad.62557
Access Level:acceso abierto
Palavra-chave:[pt] NACIONALISMO
[pt] TERCEIRO MUNDO
[pt] IRA
[pt] AFETOS E EMOCOES
[en] NATIONALISM
[en] THIRD WORLD
[en] IRAN
[en] AFFECTS AND EMOTICONS
Descrição
Resumo:[pt] O que explica a persistência da nação como objeto central de identificação no Irã durante as décadas de 1960 e 1970? Como podemos entender o apelo e a difusão do nacionalismo quando ele pode significar simultaneamente um caminho e uma armadilha para a descolonização, como advertiu Fanon? Esta tese aborda algumas dessas questões em relação ao nacionalismo anticolonial no Irã, suas possibilidades políticas, fantasias e desejos decoloniais. Discuto como três figuras articularam discursos de libertação nacional que mobilizaram diferentes apegos com a nação no Irã pré-1979, tentando compreender o que essas relações afetivas com o nacionalismo forneciam como imaginário político e subjetividade. Através de um referencial psicanalítico apoiado nas teorias de Jacques Lacan e Frantz Fanon, analiso os escritos de Jalal Al-e Ahmad, Ali Shariati e Forugh Farrokhzad para apreender os ritmos e texturas de gozo (jouissance) esses imaginários assumiram enquanto eram constituídos discursivamente em torno de significantes e identificações específicos, como nacionalismo, terceiro-mundismo e o Islã. Esta dissertação emprega uma análise emocional de discurso para avaliar os significados que a consciência nacional iraniana evocou na forma de desejos e fantasias de libertação e descolonização. Assim, também pretendo reconhecer e discutir os emaranhados transnacionais e as conexões simbólicas que algumas dessas figuras iranianas articularam no Terceiro Mundo, posicionando-as em uma infraestrutura de conectividade anticolonial e mostrando como elas estão em dívida com a teoria e a práxis de outros movimentos, intelectuais e lutas.