Antônio Delfim Netto: trajetória acadêmica, interface junto ao empresariado e atuação como ministro da ditadura de um intelectual orgânico da burguesia brasileira (1942-1974)
Nesta dissertação pesquisamos as relações entre o economista e ex-ministro Antônio Delfim Netto, o empresariado e o Estado. Nosso corte cronológico situa-se entre 1948 e 1974, período que abrange o início da atuação acadêmica e docente e do economista na USP – o que coincide com o momento de consoli...
| Autor: | |
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| Formato: | tesis de maestría |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2019 |
| País: | Brasil |
| Recursos: | Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) |
| Repositorio: | Repositório Institucional da UFRRJ |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:rima.ufrrj.br:20.500.14407/13822 |
| Acesso em linha: | https://rima.ufrrj.br/jspui/handle/20.500.14407/13822 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palavra-chave: | Antônio Delfim Netto Intelectual orgânico Burguesia Ditadura civil-militar brasileira Antonio Gramsci Organic intellectual Bourgeoisie Civil-military dictatorship História |
| Resumo: | Nesta dissertação pesquisamos as relações entre o economista e ex-ministro Antônio Delfim Netto, o empresariado e o Estado. Nosso corte cronológico situa-se entre 1948 e 1974, período que abrange o início da atuação acadêmica e docente e do economista na USP – o que coincide com o momento de consolidação da Economia como disciplina –, suas relações com as organizações de classe do empresariado paulista, dentre as quais, o Instituto de Pesquisa Econômica e Social (Ipes), uma as organizações envolvidas a articulação política que levou ao golpe civil-militar de 1964. Abrange também, sua atuação dentro do aparelho de Estado, em órgãos técnicos, na Secretaria de Fazenda de São Paulo e, por último, no Ministério da Fazenda, durante os governos Costa e Silva (1967-1969) e Médici (1970-1974). Nossa perspectiva teórica é gramsciana. Compreendemos a atuação política e social de Antônio Delfim Netto como a de um intelectual orgânico, representando e organizando os interesses da burguesia paulista, núcleo de suas relações político-sociais. Nesse sentido, buscamos identificar os grupos empresariais mais próximos ao economista, bem como as políticas governamentais formuladas no sentido de beneficiar esses grupos. Com essa análise, buscamos demonstrar a face empresarial e civil do regime ditatorial iniciado em 1964 |
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