Formigas no contexto do pior desastre ambiental da história do Brasil: mudanças na comunidade de formigas em área a jusante ao rompimento da barragem de Fundão, em Mariana, MG
No ano de 2015 o Brasil passou pelo pior desastre ambiental da história do país, quando a barragem da mineradora de ferro Samarco Mineração S.A. se rompeu e despejou no ambiente mais de 40 milhões de metros cúbicos de rejeitos de mineração, de forma repentina e violenta, impactando uma enorme parcel...
| Autor: | |
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| Tipo de recurso: | tesis de maestría |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2019 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade Federal de Viçosa (UFV) |
| Repositorio: | LOCUS Repositório Institucional da UFV |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:locus.ufv.br:123456789/27301 |
| Acceso en línea: | https://locus.ufv.br//handle/123456789/27301 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Formigas Fundão, Barragem de (MG) Impacto ambiental - Avaliação Mariana (MG) Samarco Mineração Ecologia de Ecossistemas |
| Sumario: | No ano de 2015 o Brasil passou pelo pior desastre ambiental da história do país, quando a barragem da mineradora de ferro Samarco Mineração S.A. se rompeu e despejou no ambiente mais de 40 milhões de metros cúbicos de rejeitos de mineração, de forma repentina e violenta, impactando uma enorme parcela da sociedade, da fauna e flora presentes no trajeto. Mais de três anos após o desastre, os danos à biodiversidade ainda continuam pouco conhecidos. O objetivo desse estudo foi avaliar os impactos do distúrbio causado pelo rompimento da barragem através da utilização de formigas como bioindicadoras. Para isso, avaliamos mudanças nos parâmetros da comunidade de formigas e alterações na função ecossistêmica de dispersão de sementes promovida por elas. Comparamos dados de formigas coletados antes do desastre no ano de 2015 com dados coletados pós-desastre no ano de 2018 em locais atingidos e não atingidos pelo rejeito e, assim, mostramos como a comunidade mudou no tempo sem a influência direta da presença do rejeito e as mudanças decorrentes da presença do rejeito. Encontramos que em áreas não atingidas, depois de 29 meses, a riqueza de formigas aumentou e a composição das espécies mudou. Já os pontos atingidos ainda não conseguiram recuperar sua fauna, permanecendo com riqueza menor que o restante da região. No entanto, sugerimos que os pontos não atingidos estão colaborando para a recolonização das formigas nas áreas degradadas. O tempo para encontro e a distância de remoção de sementes por formigas foram afetados pelo rejeito, mas as taxas de interações não diferiram entre áreas atingidas e não-atingidas. Em nosso conhecimento, até o presente momento, nenhum estudo foi divulgado a respeito dos danos causados à fauna terrestre por esse desastre. Portanto, esse trabalho apresenta resultados relevantes e inéditos acerca do impacto desse enorme distúrbio ambiental. |
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