Avaliação da intoxicação alumínica sobre a resposta imunológica
A intoxicação crônica pelo alumínio em ratos Lewis, até dose cumulativa total de 30 mg de alumínio, em animais com função renal normal e urêmicos, promoveu concentrações teciduais e séricas elevadas do metal, significativamente maiores, com relação aos ratos-controle. A coloração histoquímica do tec...
| Autor: | |
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| Tipo de recurso: | tesis doctoral |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 1993 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade de São Paulo (USP) |
| Repositorio: | Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:teses.usp.br:tde-11092025-162033 |
| Acceso en línea: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5148/tde-11092025-162033/ |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Alumínio/imunologia Alumínio/toxicidade Aluminum/imunology Aluminum/toxicity Uremia/blood Uremia/sangue |
| Sumario: | A intoxicação crônica pelo alumínio em ratos Lewis, até dose cumulativa total de 30 mg de alumínio, em animais com função renal normal e urêmicos, promoveu concentrações teciduais e séricas elevadas do metal, significativamente maiores, com relação aos ratos-controle. A coloração histoquímica do tecido ósseo foi positiva para o alumínio, quando se empregaram as técnicas do aluminon e da solochromoazurina, sendo que esta última mostrou-se mais sensível. O ganho de peso foi menor nos ratos intoxicados, a avaliação gasométrica normal, assim como, a análise histológica do baço, fígado, coração, rins e pulmões. Quanto à avaliação histomorfométrica óssea, verificou-se aumento importante do volume osteóide e defeito da mineralização óssea nos animais urêmicos intoxicados - achado semelhante às alterações observadas em pacientes renais crônicos com osteomalácia pelo alumínio. Nos estudos imunológicos in vitro, verificou-se resultado similar, sem diferenças significativas, entre as respostas linfoproliferativas dos animais-controle e intoxicados, nas culturas mistas bi e unidirecionais. Por outro lado, a estimulação mitogênica com Concanavalina-A revelou uma resposta proliferativa diminuída nos animais intoxicados e urêmicos. Da mesma forma, a concentração de Interleucina-2 no sobrenadante das culturas celulares com mitógeno foi mais baixa nos animais urêmicos intoxicados. No baço, observou-se diminuição do número de células W3/13+ (linfócitos T) nos animais intoxicados e uma · relação W3/25+ (linfócitos auxiliares): Oxs+ (linfócitos citotóxicos / supressores) mais baixa nos ratos urêmicos intoxicados. Observou-se, também, uma diminuição da função citotóxica natural inespecífica nos animais intoxicados e nos urêmicos-controle. A sobrevida do enxerto cardíaco alogênico nos animais intoxicados, com função renal normal, foi similar aos controles. Diante do exposto acima, conclui-se que a intoxicação alumínica não parece interferir na resposta imune específica a aloantígenos, mas interfere na resposta mitogênica, nas subpopulações linfocitárias e na atividade citotóxica natural. Estes achados, se extrapolados para os seres humanos, podem representar um fator mórbido importante no seguimento dialítico e no pós-transplante renal de pacientes renais crônicos intoxicados pelo alumínio |
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