No Sermão da Montanha: as bem-aventuranças como incentivo aos desventurados em Mt 5,1-12
O texto das chamadas bem-aventuranças, por sua profundidade extrema em termos de orientação existencial, não pode escapar à temática do poder da comunicação na Bíblia. Nele o evangelista expressa pela voz de Jesus de Nazaré os pressupostos básicos para os cidadãos que fazem parte do Reino dos Céus....
| Autor: | |
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| Tipo de recurso: | artículo |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2021 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Associação Brasileira de Pesquisa Bíblica (ABIB) |
| Repositorio: | Estudos Bíblicos (Online) |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:ojs2.revistaestudosbibliocos.ojsbr.com:article/165 |
| Acceso en línea: | https://revista.abib.org.br/EB/article/view/165 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Evangelho de Mateus Bem-aventuranças Justiça Esperança Reino dos Céus |
| Sumario: | O texto das chamadas bem-aventuranças, por sua profundidade extrema em termos de orientação existencial, não pode escapar à temática do poder da comunicação na Bíblia. Nele o evangelista expressa pela voz de Jesus de Nazaré os pressupostos básicos para os cidadãos que fazem parte do Reino dos Céus. Neste artigo, a começar por uma breve análise do conjunto estrutural do Evangelho, bem como do Sermão da Montanha como um todo, será feita uma análise dos v. 1-12 do capítulo 5, o texto das bem-aventuranças. Num contexto de perseguição ético-social vivido pela comunidade mateana, a relação dos cristãos com o judaísmo reflete a postura desses cristãos inseridos nesse ambiente. O grupo de Mateus lutava então pela sua própria subsistência social, com o judaísmo formativo ganhando espaço religioso. Por isso muitas instruções se davam em função de responder ao que o judaísmo formativo exercia sobre os leitores de Mateus. Nesse contexto, as bem-aventuranças são primeiramente uma referência ao próprio grupo mateano, um incentivo à perseverança nas práticas cristãs adotadas por ele. Os cidadãos do Reino dos Céus e suajustiça, Reino esse que já havia sido inaugurado por Jesus de Nazaré, participam dessas bem-aventuranças, e como participantes devem almejar e lutar pela implantação desse Reino, pois o Reino dos Céus e sua justiça pertencem aos bem-aventurados (v. 11-12). |
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