Estresse oxidativo na criopreservação do sêmen eqüino

A criopreservação de sêmen é um processo de grande estresse celular, que impõe aos espermatozóides condições extremamente desfavoráveis à manutenção de sua viabilidade. Diversos estudos propõem que a produção excessiva de espécies reativas de oxigênio e a perda da capacidade antioxidante do sêmen po...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Bustamante Filho, Ivan Cunha
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2007
País:Brasil
Institución:Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGS
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:www.lume.ufrgs.br:10183/11051
Acceso en línea:http://hdl.handle.net/10183/11051
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Produção animal
Sêmen
Eqüino
Criopreservação
Stress oxidativo
Descripción
Sumario:A criopreservação de sêmen é um processo de grande estresse celular, que impõe aos espermatozóides condições extremamente desfavoráveis à manutenção de sua viabilidade. Diversos estudos propõem que a produção excessiva de espécies reativas de oxigênio e a perda da capacidade antioxidante do sêmen potencializam os efeitos prejudiciais dessa biotécnica. O objetivo do presente estudo foi avaliar as atividades antioxidantes enzimáticas e não enzimáticas e a concentração de substâncias reativas ao ácido tiobarbitúrico (TBA-RS), como indicador de lipoperoxidação do sêmen eqüino, durante a criopreservação. Quinze ejaculados de seis garanhões comprovadamente férteis da raça Crioula, foram submetidos a criopreservação, utilizando-se diluente comercial à base de citrato-Hepes, gema de ovo e leite. Foram avaliadas as atividades das enzimas catalase, glutationa peroxidase e superóxido dismutase; o potencial antioxidante total e a concentração de TBARS no sêmen fresco, diluído e congelado. Uma maior atividade das três enzimas estudadas foi observada no sêmen fresco em relação ao sêmen diluído e congelado (p<0,0001), não havendo diferença entre os dois últimos (p>0,05). Não houve diferença na atividade antioxidante não enzimática nas três fases estudadas (p>0,05). Não foi observada nenhuma associação tanto das defesas antioxidantes enzimáticas como das não enzimáticas com a qualidade do sêmen congelado. A queda na motilidade do sêmen congelado pode ser parcialmente explicada pelo aumento da peroxidação dos lipídios do sêmen.