Avaliação dos efeitos genotóxicos de agrotóxicos: risco ocupacional e alimentar

Os agrotóxicos são largamente utilizados no mundo para proteção de lavouras contra pragas e doenças e na saúde pública no controle de agentes causadores de doenças. Contudo, a exposição a esses produtos pode representar um risco para saúde humana e ambiental. O uso inadequado dos agrotóxicos associa...

Full description

Bibliographic Details
Author: SILVA, Elisângela de Jesus
Format: master thesis
Status:Published version
Publication Date:2012
Country:Brasil
Institution:Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)
Repository:Repositório Institucional da UFPE
Language:Portuguese
OAI Identifier:oai:repositorio.ufpe.br:123456789/9288
Online Access:https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/9288
Access Level:Open access
Keyword:pesticidas
ensaio cometa
micronúcleo
Description
Summary:Os agrotóxicos são largamente utilizados no mundo para proteção de lavouras contra pragas e doenças e na saúde pública no controle de agentes causadores de doenças. Contudo, a exposição a esses produtos pode representar um risco para saúde humana e ambiental. O uso inadequado dos agrotóxicos associado à falta de proteção individual tem resultado em exposição excessiva, principalmente em agricultores. Os potenciais riscos da exposição a resíduos múltiplos de pesticidas na alimentação humana também têm sido alvo de muitos estudos. Porém, o conhecimento acerca da ação genotóxica cumulativa desses resíduos ainda é limitado. Nesse contexto, foi realizado um biomonitoramento em agricultores a fim de avaliar danos genéticos associados à exposição ocupacional aos agrotóxicos. O teste do micronúcleo em células exfoliativas bucais e o ensaio cometa em leucócitos foram utilizados como biomarcadores de mutagenicidade e genotoxicidade, respectivamente. Os efeitos genotóxicos da ingestão de agrotóxicos foram avaliados em ratos Wistar (Rattus norvegicus). Os animais foram submetidos à dieta padrão e água ad libitum, sendo divididos em três grupos experimentais: o grupo 1 dose foi exposto diariamente, por meio de gavagem, a um extrato de vegetais (couve-flor, pimentão e tomate) contendo resíduos de agrotóxicos, por 30 dias. O grupo 2 doses recebeu o extrato duas vezes ao dia e o grupo controle recebeu água. O fator exposição ocupacional causou aumento do dano genético quando comparado ao grupo controle. Houve interação do tabagismo, ingestão de álcool e frequências de células micronucleadas. Não houve influência da idade e tempo de exposição, nos parâmetros analisados. O uso de Equipamentos de Proteção Individual (EPI) durante as atividades rurais reduziu significativamente os danos genéticos. As baixas concentrações de resíduos de agrotóxicos detectados no extrato de vegetais não promoveram efeitos genotóxicos nos animais expostos. O grupo controle apresentou índices mais elevados de danos genéticos, seguido do grupo 2 doses e 1 dose. Em conclusão, a exposição ocupacional aos agrotóxicos causou aumento nos danos genéticos, sendo o uso de EPI eficiente na prevenção desses eventos. O extrato de vegetais promoveu efeito antigenotóxico, quando administrado em baixas concentrações. Sugerindo que, apesar da presença de resíduos de agrotóxicos, o consumo de vegetais é importante para manutenção da integridade genômica