A idéia de terrorismo na literatura : o agente secreto de Joseph Conrad

O agente secreto de Joseph Conrad foi publicado pela primeira vez em 1907 e, desde então, foi lido e debatido - principalmente por estudiosos da literatura - devido a sua técnica literária única e ao tratamento dado pela narrativa a temas como a espionagem, política e drama familiar. Após os atentad...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Ribeiro, Daniel Mendelski
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2008
País:Brasil
Institución:Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da PUC_RS
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:tede2.pucrs.br:tede/1865
Acceso en línea:http://tede2.pucrs.br/tede2/handle/tede/1865
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:LITERATURA INGLESA
CONRAD, JOSEPH - CRÍTICA E INTERPRETAÇÃO
LITERATURA INGLESA - HISTÓRIA E CRÍTICA
TEORIA LITERÁRIA
LITERATURA - SOCIOLOGIA
CNPQ::LINGUISTICA, LETRAS E ARTES::LETRAS
Descripción
Sumario:O agente secreto de Joseph Conrad foi publicado pela primeira vez em 1907 e, desde então, foi lido e debatido - principalmente por estudiosos da literatura - devido a sua técnica literária única e ao tratamento dado pela narrativa a temas como a espionagem, política e drama familiar. Após os atentados do "Onze de Setembro", entretanto, O agente secreto foi redescoberto sob uma perspectiva "profética", uma vez que seu enredo contém elementos tristemente familiares para nós: um grupo de homens que odeiam a moderna sociedade capitalista e desejam destruí-la; uma conspiração para atacar um dos principais símbolos dessa sociedade; um atentado com uma "ferocidade destrutiva tão absurda quanto incompreensível"; um terrorista que vaga pelas ruas em busca de uma oportunidade para explodir a sim mesmo e todos em torno. Tais elementos, a despeito de escritos há cem anos, nos remetem a uma busca não apenas sobre os elementos literários de praxe enredo, narração, estilo mas numa perspectiva histórica e sociológica entre a percepção da nossa virada de século (XXI) e aquela da época de Conrad (XX). Para completar essa busca, servimo-nos de uma abordagem multidisciplinar. Concluímos que O agente secreto descreve ações e sentimentos de extrema humanidade e universalidade. Tais ações e sentimentos ultrapassam classificações históricas e sociais e também revelam algumas das profundas e terríveis verdades sobre a atemporal natureza humana.