Ginga no asfalto: figuras de marginalidade nos sambas de Germano Mathias e nos raps do Racionais MC\'s

A dissertação investiga as semelhanças e as diferenças entre as personagens do malandro e do bandido, a partir de sambas sobre a malandragem na obra de Germano Mathias e de raps sobre o \"mundo do crime\" na obra do grupo Racionais MC\'s. Ambas as personagens representam figuras de ma...

ver descrição completa

Detalhes bibliográficos
Autor: Sciré, Rachel D'Ipolitto de Oliveira
Formato: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2019
País:Brasil
Recursos:Universidade de São Paulo (USP)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:teses.usp.br:tde-19122019-125645
Acesso em linha:http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/31/31131/tde-19122019-125645/
Access Level:acceso abierto
Palavra-chave:Brazilian Popular Music
Germano Mathias
Música Popular Brasileira
Racionais MC's
Racionais MC\'s
Rap
Samba
Violence
Violência
Descrição
Resumo:A dissertação investiga as semelhanças e as diferenças entre as personagens do malandro e do bandido, a partir de sambas sobre a malandragem na obra de Germano Mathias e de raps sobre o \"mundo do crime\" na obra do grupo Racionais MC\'s. Ambas as personagens representam figuras de marginalidade, associadas às camadas pobres da população e a situações de conflito social, marcadas pela transgressão e pela opressão. A análise das letras das músicas está fundamentada na crítica cultural materialista e em uma abordagem multidisciplinar, e busca a relação entre as narrativas cantadas e a realidade brasileira, com o objetivo de pensar sobre os processos históricos, econômicos e sociais que dizem respeito à experiência de marginalização. De maneiras específicas, as duas figuras estudadas propõem críticas à estrutura social, condensam sabedorias sobre a condição dos excluídos, discutem estereótipos marginais, assim como a questão da sobrevivência, tanto no que diz respeito à inserção no sistema produtivo quanto à manutenção da vida em nossa sociedade. As narrativas cantadas sobre malandros e bandidos nas produções dos dois artistas pesquisados possuem particularidades, mas quando comparadas, refazem uma trilha perversa relacionada à gestão dos ilegalismos por parte do Estado e às transformações da violência urbana.