Sexualidade e formação inicial: dos currículos escolares aos espaços educativos.
Esta dissertação foi produzida no Programa de Pós-Graduação em Educação Ambiental e tem como objetivos analisar as narrativas das/dos licenciandas/os acerca das temáticas de corpos, gêneros e sexualidades, e investigar se estas/es acadêmicas/os entendem a sexualidade como um componente curricular na...
| Autor: | |
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| Tipo de recurso: | tesis de maestría |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2011 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade Federal do Rio Grande (FURG) |
| Repositorio: | Repositório Institucional da FURG (RI FURG) |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:repositorio.furg.br:1/8637 |
| Acceso en línea: | http://repositorio.furg.br/handle/1/8637 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Formação inicial Licenciaturas Narrativas Sexualidade Currículo Initial teacher education Preservice Teachers Narratives Sexuality School curriculum |
| Sumario: | Esta dissertação foi produzida no Programa de Pós-Graduação em Educação Ambiental e tem como objetivos analisar as narrativas das/dos licenciandas/os acerca das temáticas de corpos, gêneros e sexualidades, e investigar se estas/es acadêmicas/os entendem a sexualidade como um componente curricular na escola. Na perspectiva de discutir e de refletir a respeito da sexualidade como uma construção histórica e cultural que, ao correlacionar comportamentos, linguagens, representações, crenças, identidades e posturas, inscreve tais constructos nos corpos, através de estratégias de poder/saber, busquei estabelecer algumas conexões com os Estudos Culturais nas suas vertentes pós-estruturalistas, bem como algumas proposições de Foucault. Para tanto, dialoguei com autores/as como: Guacira Louro, Paula Ribeiro, Michel Foucault, Helena Altmann, Jimena Furlani, Rogério Junqueira, Nádia Souza, Jorge Larrosa, Silvana Goellner, Tomaz Tadeu da Silva, entre outros/as. Nesta pesquisa, utilizei a Investigação Narrativa como estratégia metodológica, entendendo a narrativa como uma modalidade discursiva em que os sujeitos vão construindo os sentidos de si, dos outros, das suas experiências e do contexto no qual estão inseridos. A produção dos dados narrativos aconteceu através da realização de um curso, “Sexualidade e Formação Inicial: dos currículos escolares aos espaços educativos”, oferecido para alunas/os que estavam cursando licenciatura na Universidade Federal do Rio Grande. O curso foi desenvolvido de forma semi-presencial, através da utilização da plataforma moodle e, dessa forma, tiveram encontros presenciais e interações à distância. As discussões foram organizadas em três eixos temáticos: sexualidade, corpo e identidades de gênero e sexual. Participaram do curso tinta e dois alunas/os de diferentes licenciaturas. Nessa pesquisa foi possível perceber que as/os licenciandas/os ressaltaram a importância da sexualidade ser considerada como um componente curricular pelas escolas e universidades e também destacaram que as questões relacionadas aos corpos das/os alunas/os tem ficado fora da sala de aula ou tem sofrido um investimento para torná-los dóceis e úteis. Além disso, discutimos acerca do entrelaçamento entre as identidades sexual e de gênero, e segundo as/os licenciandas/os, promover essas discussões na escola é importante, pois estaremos problematizando os modelos hegemônicos dos sujeitos viverem seus desejos e prazeres. Nas narrativas produzidas durante a pesquisa bem como nas análises construídas é possível perceber que o curso funcionou como um espaço narrativo, ou seja, no processo de contar, ouvir e contrapor entendimentos, conceitos, saberes, histórias de vida, práticas de estágio e também de docência, as/os licenciandas/os repensaram questões relacionadas à sexualidade e à escola. Nesse sentido, elas/es (re)pensaram sobre a sexualidade e as discussões dessa temática na escola, desestabilizando alguns saberes que encontram naturalizados na nossa sociedade. Dessa forma, permitiram a emergência de outras formas de compreender a sexualidade, tornando-se assim capacitados e multiplicadores das discussões que construímos durante os encontros e nas interações virtuais. |
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