Regina Gomide Graz: modernismo, arte têxtil e relações de gênero no Brasil

O artigo pretende discutir o modo como a disciplina história da arte é perpassada pela dimensão do gênero, particularmente em se tratando das obras de arte têxteis, tradicionalmente menos valorizadas por serem associadas a faturas e meios "naturalmente" femininos. Tal caso é esclarecedor d...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Simioni, Ana Paula Cavalcanti
Tipo de recurso: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2007
País:Brasil
Institución:Instituto de Estudos Brasileiros (IEB)
Repositorio:Revista do Instituto de Estudos Brasileiros
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:revistas.usp.br:article/34583
Acceso en línea:https://www.revistas.usp.br/rieb/article/view/34583
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Regina Gomide Graz
arte têxtil
gênero
modernismo
art déco
sociologia da arte
textile art
gender
modernism
sociology of art
Descripción
Sumario:O artigo pretende discutir o modo como a disciplina história da arte é perpassada pela dimensão do gênero, particularmente em se tratando das obras de arte têxteis, tradicionalmente menos valorizadas por serem associadas a faturas e meios "naturalmente" femininos. Tal caso é esclarecedor do quanto, historicamente, a disciplina baseia-se em uma hierarquia de objetos que é construída mediante categorias que transcendem os limites do que é "puramente estético". A trajetória de Regina Gomide Graz - a introdutora das artes têxteis modernas no Brasil - permite-nos pensar a gênese das categorias valorativas e a maneira como, concretamente, as artistas do sexo feminino puderam negociar posições específicas dentro dos circuitos modernistas, lidando com diversas ordens de injunções sociais, como as limitações colocadas pelas parcerias artísticas, a divisão sexual do trabalho daí decorrente e os discursos socialmente disseminados sobre o que constituía uma arte "feminina".