Avaliação de marcadores de exaustão celular em linfócitos T na leishmaniose cutânea
A leishmaniose cutânea (LC) é uma doença negligenciada que afeta milhares de pessoas globalmente, com repercussões significativas no campo econômico e psicossocial. Uma imunidade protetora contra a Leishmania envolve ativação e expansão de clones de linfócitos T CD4+ que reconhecem epítopos do paras...
| Autor: | |
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| Formato: | tesis doctoral |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2025 |
| País: | Brasil |
| Recursos: | Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) |
| Repositorio: | Repositório Institucional da UFPE |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:repositorio.ufpe.br:123456789/66216 |
| Acesso em linha: | https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/66216 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palavra-chave: | Receptores co-inibitórios Linfócitos T Citometria de fluxo Resposta imune Leishmaniose cutânea |
| Resumo: | A leishmaniose cutânea (LC) é uma doença negligenciada que afeta milhares de pessoas globalmente, com repercussões significativas no campo econômico e psicossocial. Uma imunidade protetora contra a Leishmania envolve ativação e expansão de clones de linfócitos T CD4+ que reconhecem epítopos do parasita e produzem citocinas do perfil Th1. Em contrapartida, a ativação do sistema imunológico também induz a expressão de moléculas co-inibitórias em linfócitos e células apresentadoras de antígeno que podem caracterizar o fenótipo de exaustão, no qual as células T apresentam um estado disfuncional e redução da capacidade proliferativa e efetora. Diante disso, o objetivo deste trabalho foi avaliar marcadores de exaustão celular em linfócitos T na leishmaniose cutânea. Foram incluídos 49 pacientes, divididos em grupos antes e após o tratamento, além de 33 indivíduos controles. A caracterização foi realizada por imunofenotipagem, dosagem de citocinas e análise transcriptômica. Pacientes com LC ativa apresentaram elevada expressão de receptores de exaustão em células T CD4conv, como PD-1 e TIGIT, sugerindo comprometimento da resposta efetora. Em contraste, no grupo pós-tratamento, células T CD8+ mostraram aumento de 2B4 e CD160, indicativo de recuperação imunológica e restabelecimento da homeostase. As células T reguladoras exibiram um perfil desbalanceado, com aumento de TIGIT e redução de TIM-3 antes do tratamento, enquanto as células T duplo-negativas apresentaram alterações em CD160 e CD28, sugerindo papel na regulação da resposta após o tratamento. Nos ensaios de citocinas, observou-se uma resposta inflamatória acentuada em pacientes com doença ativa, marcada por elevação de TNF, IL-6, IL-10 e IL-1β, ao passo que, após o tratamento, o perfil sugeriu modulação inflamatória e tentativa de restauração da homeostase. A análise de RNAseq confirmou a superexpressão de genes relacionados à exaustão, incluindo PDCD1, TIGIT e TOX, reforçando os achados fenotípicos. A integração dos dados clínicos, imunofenotípicos e transcriptômicos evidência que a LC ativa induz um estado imunológico exausto, favorecendo a persistência do parasita. Esses resultados contribuem para o entendimento dos mecanismos imunológicos envolvidos na cronicidade da LC e podem apoiar o desenvolvimento de novas estratégias terapêuticas direcionadas à reversão da exaustão de células T, com potencial impacto na redução do dano tecidual no controle da doença. |
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