Da revolução política ao reformismo socioeconômico: Hizballah, islamo-nacionalismo e economia de redes no Líbano do pós-guerra civil (1992-2006)
Este estudo busca fornecer subsídios para uma interpretação científica inovadora acerca de um fenômeno político e social pouco estudado na academia brasileira e, portanto, praticamente desconhecido do público nacional: a ascensão de um tipo especial de Islã político e militante representando no part...
| Autor: | |
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| Formato: | tesis de maestría |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2010 |
| País: | Brasil |
| Recursos: | Universidade de São Paulo (USP) |
| Repositorio: | Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:teses.usp.br:tde-03082011-102645 |
| Acesso em linha: | http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8137/tde-03082011-102645/ |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palavra-chave: | Hizballah Islamic nationalism Lebanon Líbano Nacionalismo islâmico Redes socioeconômicas Shiites Social and economic networks Xiitas |
| Resumo: | Este estudo busca fornecer subsídios para uma interpretação científica inovadora acerca de um fenômeno político e social pouco estudado na academia brasileira e, portanto, praticamente desconhecido do público nacional: a ascensão de um tipo especial de Islã político e militante representando no partido xiita libanês Hizballah durante a chamada guerra civil libanesa, cujo armistício coincidiu com o fim da Guerra Fria em 1989-91. Os grupos políticos e milicianos conservadores, progressistas e reformistas do conflito libanês, bem como a ingerência externa regional e internacional em favor de uns ou de outros e nos assuntos internos libaneses representaram o impulso que faltava para a culminação de um processo político e social que, desde os anos 1960, encontrava-se em gestação na comunidade xiita, historicamente à margem das instituições estatais e do controle das relações sociais de produção libanesas. Após o fim do conflito, o Hizballah adaptou e aprofundou um protagonismo político, econômico e social nunca antes observado entre os xiitas libaneses ao decidir participar das primeiras eleições parlamentares e municipais do pós-guerra. A partir do ano 2000, o partido adotou a defesa de uma espécie de nacionalismo concorrente de outras comunidades e grupos libaneses, e contrário a determinados agentes e interesses externos no Líbano. Ademais, o Hizballah assumiu a projeção e a execução de programas econômicos e sociais de assistência a parcelas da sociedade libanesa, sobretudo xiitas, destroçadas pelo conflito que recém findara e desamparadas por um Estado frágil e quase inexistente em diversas esferas. |
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