Aplicação de nanofiltração e osmose reversa na recuperação de matérias-primas para produção de estruvita

O objetivo deste trabalho é avaliar a viabilidade da recuperação de estruvita a partir do esgoto secundário de estações de tratamento de esgoto (ETEs) usando técnicas de separação por membranas e precipitação química. Para isso, foram analisados dados da literatura e informações disponibilizadas por...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Cazanova, Rafaela Camargo
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2024
País:Brasil
Institución:Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGS
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:www.lume.ufrgs.br:10183/282430
Acceso en línea:http://hdl.handle.net/10183/282430
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Esgoto sanitário
Qualidade da água
Nanofiltração
Osmose reversa
Sewage
WWTP effluent
Nanofiltration
Reverse osmosis
Struvite
Descripción
Sumario:O objetivo deste trabalho é avaliar a viabilidade da recuperação de estruvita a partir do esgoto secundário de estações de tratamento de esgoto (ETEs) usando técnicas de separação por membranas e precipitação química. Para isso, foram analisados dados da literatura e informações disponibilizadas por seis ETEs no Rio Grande do Sul para então desenvolver um esgoto secundário sintético. Foram avaliados processos de separação por membranas conduzidos por pressão (nanofiltração e osmose reversa) em termos de fluxo de permeado, permeabilidade e rejeição a sais, com as membranas NF90, NF270 e BW30, sendo esta última a escolhida como a mais adequada. Após a seleção da membrana e testes iniciais, 240 litros de esgoto sintético foram submetidos ao ensaio de concentração com a membrana BW30 a 25 bar e 480 L/h por 39 horas, resultando em um volume concentrado de 2,2 litros com 148,8 mg/L de P. Esse concentrado foi tratado com Mg(OH)2, filtrado e seco a 40°C por 24 horas, produzindo 1,25 g de material sólido contendo 80-84% de estruvita e K-estruvita. Como permeado da BW30, foi possível recuperar 90,44% de água passível de reúso. Os resultados indicam que a osmose reversa é uma alternativa viável para produzir água de qualidade e recuperar insumos de esgotos secundários, reduzindo os impactos ambientais associados ao despejo de nutrientes nos corpos d’água.