Regulação da diferenciação e função de linfócitos T reguladores: papel do eixo SLC19a1-STING na resposta celular e a infecção por herpes simples vírus
A homeostase imunológica é controlada por linfócitos T reguladores (Tregs), que desempenham um papel fundamental na modulação da resposta inflamatória. Nesta tese, investigamos o papel do eixo Slc19a1-STING na diferenciação e função das Tregs e sua influência na resposta imune à infecção pelo Herpes...
| Autor: | |
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| Tipo de recurso: | tesis doctoral |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2025 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade de São Paulo (USP) |
| Repositorio: | Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:teses.usp.br:tde-14072025-105032 |
| Acceso en línea: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17133/tde-14072025-105032/ |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | CDNs HSV-1 Latência viral SLC19a1 Slc19a1 STING Treg Viral latency |
| Sumario: | A homeostase imunológica é controlada por linfócitos T reguladores (Tregs), que desempenham um papel fundamental na modulação da resposta inflamatória. Nesta tese, investigamos o papel do eixo Slc19a1-STING na diferenciação e função das Tregs e sua influência na resposta imune à infecção pelo Herpes simplex vírus tipo 1 (HSV-1). Inicialmente, demonstramos que Tregs expressam altos níveis do transportador Slc19a1, permitindo a captação de dinucleotídeos cíclicos (CDNs) e a ativação da via STING. A ativação de STING induziu a fosforilação de seus componentes e o aumento da expressão de Ifnb1 e Foxp3, reforçando a estabilidade fenotípica e a função imunossupressora das Tregs. A inibição farmacológica ou deleção de Slc19a1 impediu a ativação de STING, reduzindo a diferenciação de Tregs e favorecendo sua plasticidade para perfis inflamatórios. No contexto da infecção por HSV-1, observamos que o vírus induz a diferenciação de células T naïve para Tregs de forma dependente de STING. A infecção também aumentou a expressão de moléculas imunossupressoras e reforçou a estabilidade das Tregs, impedindo sua conversão para fenótipos próinflamatórios. Ensaios in vivo revelaram a expansão de Tregs nos linfonodos drenantes durante a infecção, e análises transcriptômicas indicaram uma ativação da via STING nessas células. Curiosamente, Tregs isoladas de camundongos infectados apresentaram um perfil compatível com a latência viral, sugerindo que essas células podem atuar como reservatórios alternativos do HSV-1. Por fim, análises metabólicas indicaram que a ativação da via STING impacta a dependência energética das Tregs. Coletivamente, nossos achados indicam que o eixo Slc19a1-STING é um regulador central da diferenciação e função das Tregs e que sua ativação durante a infecção por HSV-1 contribui para a persistência viral no hospedeiro. O direcionamento dessa via pode representar uma estratégia terapêutica inovadora para doenças infecciosas e autoimunes. |
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