Machado de Assis, autor de romances (1872-1873)

Resumo: Este artigo integra um projeto maior que se define como a história editorial da consagração de Machado de Assis. Ele toma como ponto de partida a dedicação do escritor à prosa de ficção a partir de meados anos 1860, assim como algumas ideias de Machado de Assis sobre o romance, à mesma época...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Granja, Lucia, 1968-
Tipo de recurso: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2023
País:Brasil
Institución:Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP)
Repositorio:Repositório da Produção Científica e Intelectual da Unicamp
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:https://www.repositorio.unicamp.br/:1372142
Acceso en línea:https://hdl.handle.net/20.500.12733/14620
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Assis, Machado de, 1839-1908
Autoria
Ficção brasileira
Authorship
Brazilian fiction
Artigo original
Descripción
Sumario:Resumo: Este artigo integra um projeto maior que se define como a história editorial da consagração de Machado de Assis. Ele toma como ponto de partida a dedicação do escritor à prosa de ficção a partir de meados anos 1860, assim como algumas ideias de Machado de Assis sobre o romance, à mesma época. Assunto já explorado pela crítica, o que se pretende demonstrar com originalidade é que, ao lado das escolhas críticas e estéticas machadianas, o desejo de adotar, no romance, uma perspectiva urbana e de estudo de caracteres, é uma ação paralela ao assenhoramento machadiano das práticas editoriais, notadamente no contato com o principal editor no Brasil da época (B.-L. Garnier), as quais reverberavam ações transnacionais. A ideia da "formação do romancista" incide sobre a busca de uma identidade como autor de ficção e também sobre a busca de espaço para uma ficção que lhe propiciasse circulação internacional, embora, de nosso ponto de vista contemporâneo, saibamos que essa tentativas foram malogradas. Nessa via de reflexão, e por meio da análise de documentos, evocam-se as relações ativas e atuantes entre Machado de Assis e Baptiste-Louis Garnier, sobretudo nos anos 1860-1870, como um dos acessos ao espaço de consagração progressivamente ocupado pelo escritor, apesar das tensões com seu principal editor. Nesse caso, Machado de Assis é estudado como ator no processo de inflexão editorial que trouxe consequências literárias à sua carreira, à medida em que ele vinha atuando, até então, como crítico, dramaturgo, poeta e cronista (anos 1850 e 1860)