A retórica das citações: Machado de Assis e Rui Barbosa
“Poucos - talvez nenhum - autores da literatura brasileira fazem, como Machado de Assis, uso da citação e da alusão a outras obras da tradição literária. Do Antigo Testamento a Victor Hugo, da Ilíada a Edgar Allan Poe, das Mil e uma noites a Álvares Azevedo, o universo referencial de Machado parece...
| Autor: | |
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| Tipo de recurso: | artículo |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2002 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Fundação Casa de Rui Barbosa (FCRB) |
| Repositorio: | Repositório Institucional RUBI |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:rubi.casaruibarbosa.gov.br:20.500.11997/847 |
| Acceso en línea: | http://hdl.handle.net/20.500.11997/847 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Retórica Citação Assis, Machado de, 1839-1908 Barbosa, Rui, 1849-1923 Barbosa, Rui, 1849-1923 - Retórica Assis, Machado de, 1839-1908 - Citação Assis, Machado de, 1839-1908 - Retórica |
| Sumario: | “Poucos - talvez nenhum - autores da literatura brasileira fazem, como Machado de Assis, uso da citação e da alusão a outras obras da tradição literária. Do Antigo Testamento a Victor Hugo, da Ilíada a Edgar Allan Poe, das Mil e uma noites a Álvares Azevedo, o universo referencial de Machado parece infinito. E, o que é melhor, o autor faz dos textos que apropria ferramenta de trabalho, pondo a citação e a alusão, nem sempre muito precisas ou fiéis ao original, a serviço da técnica de narrar: ora funcionam para complementar a caracterização de uma personagem, ora para encadear a trama romanesca, ora para servir ao narrador na sua necessidade de controlar a recepção do leitor. Em sua obra, a citação/alusão é um dispositivo narrativo como outro qualquer, que utiliza com total domínio técnico-artístico. Irônico, culto, conciso discreto, "clássico", Machado de Assis teve, entre outros inúmeros méritos como escritor, este de incorporar na sua ficção os textos dos escritores que leu.” |
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