| Sumario: | Este trabalho visa o estudo a cerca das relações diplomáticas verificas entre o Reino Novo do Egito - especialmente durante o fim da XVIII dinastia, entre os reinados dos faraós Amenhotep III e Tutankhamon - com os reinos vizinhos da região da Síria- Palestina e Mesopotâmia. Onde, através da descoberta das Cartas De Amarna, tornou-se possível um melhor conhecimento sobre tais relações e de que modo estas se realizavam. Com base nisso, o enfoque neste documento histórico passa a ser a questão dos intercâmbios matrimoniais, onde faraós, reis e príncipes acordavam trocas e concessões de esposas, principalmente ao faraó, que exercia o papel hierárquico de maior relevância, enquanto que os demais nobres lhe eram amigos ou apenas vassalos, devedores de favores e bens ao soberano egípcio. Sendo assim, entender o contexto histórico e geopolítico deste período faz-se necessário para compreender também o papel da mulher nessas relações políticas e estratégicas, exercendo muitas vezes um papel subserviente, reduzindo-as a meros objetos, instrumentos essenciais no jogo diplomático realizado pelo faraó, ou, em outros casos, um grande presente ofertado ao mesmo por reis e príncipes aliados.
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